Tatuadora de Ivaiporã se destaca em concurso de beleza

Eduarda Barker mostra troféu e faixa conquistada no concurso

Eduarda Barker mostra troféu e faixa conquistada no concurso

A tatuadora ivaiporãense Eduarda Barker ficou em terceiro lugar em um concurso de beleza, apenas para mulheres com tatuagem realizada durante a Expo Floripa Tatoo 2020, um dos principais encontros de tatuadores e body piercing do Brasil. Em função da pandemia, todo o evento ocorreu de forma virtual, onde os participantes puderam mostrar seu trabalho por meio de um ambiente virtual.

Tatuadora há cinco anos, essa é a primeira vez que Eduarda participa do concurso de beleza na Expo Floripa e comenta que o resultado já proporcionou uma maior divulgação do seu trabalho, rendendo o convite para participar de outras três convenções de tatuagem no Brasil.

O concurso contou com 89 participantes, entre mulheres e duas transexuais. Após várias etapas de seleção, onde foram avaliados itens como postura, desenvoltura na fala, harmonia das tatuagens e comportamento frente às câmeras, ela foi selecionada para a final, ficando com o terceiro lugar. Em função da pandemia, as participantes concorreram por meio de vídeos e fotografias. “O objetivo do concurso, além de valorizar a beleza da tatuagem, é mostrar que mulheres tatuadas são pessoas como qualquer outra, com família e filhos, e que trabalham em várias áreas, inclusive, a vencedora do concurso é uma farmacêutica”, ressaltou.

Para Eduarda Barker, esse concurso também ajuda a tirar um pouco do preconceito que ainda existe em torno da tatuagem que, apesar do espaço que ganhou nos últimos anos, algumas pessoas ainda a consideram uma arte marginal.

A tatuadora falou que sua intenção, desde o início do concurso, além de divulgar seu trabalho, era mostrar que uma mulher fora dos padrões impostos pela sociedade, que seja mãe e esteja um pouco acima do peso, também tem seus atributos e pode participar de um concurso como esse.

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História na tatuagem

Nascida em Ivaiporã e filha de uma professora de artes, Eduarda mudou-se aos 17 anos para Curitiba, para se preparar para o vestibular de fotografia. Depois de formada, trabalhou em São Paulo, Curitiba e Florianópolis, mas um dia vendo um tatuador trabalhar, descobriu que era aquilo que queria fazer; uma semana depois, começou o curso de tatuagem e cinco meses depois abandonou o trabalho com fotografia e começou a tatuar. “Hoje, a fotografia é como um hobby, para mostrar o meu trabalho e as minhas filhas”, informou.

Ela destaca que tem trabalhando em Curitiba, São Paulo e Santa Catarina, mas por causa da pandemia, ficou em Ivaiporã. No entanto, sempre que vinha para a cidade a agenda sempre estava lotada, não apenas com clientes daqui, mas também dos municípios vizinhos. A grande maioria dos clientes é mulher, e Eduarda ressalta que isso ocorre porque o público feminino sente mais confiança em fazer o trabalho com uma tatuadora, especialmente quando o desenho é em uma parte mais íntima. “Estou tomando todos os cuidados em função da Covid-19 e, mesmo com a pandemia, e tenho conseguido atender os clientes”, frisou.

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