Apreensão de cocaína cresce cerca de 50% em 8 meses, na região de Ivaiporã

Papelotes de cocaína são apreendidos

Papelotes de cocaína são apreendidos

A 6ª Companhia Independente da Polícia Militar de Ivaiporã já apreendeu, nos oito primeiros meses do ano, cerca de 1,5 quilo de cocaína. A quantidade representa um volume cerca de 50% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram aprendidos 950 gramas da mesma substância. Considerada uma droga para quem possuiu alto poder aquisitivo, a cocaína geralmente é encontrada pelos policiais em pequenas quantidades. Na semana passada, em apenas uma operação numa residência suspeita de tráfico, na cidade de Jardim Alegre, foram localizados mais de 200 gramas do entorpecente. A estimativa da PM é que os traficantes vendem a porção, de mais ou menos um grama, de R$ 30 a R$ 50. Os valores que deixaram de ser movimentados com a droga apreendida giram entre R$ 50 mil e R$ 75 mil.

Segundo o comandante da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar de Ivaiporã, major Élio Boing, não é possível avaliar o que ocorreu para esse aumento no volume de apreensão, que é considerado importante pela PM de Ivaiporã. “Pode ter ocorrido aumento no consumo, em função de alguns fatores e, até mesmo da própria pandemia, pois a pessoa mais estressada pode acabar extravasando no uso de substâncias ilícitas”, comenta. No entanto, ele também acredita que o aperfeiçoamento das técnicas de rastreamento e investigação implantadas pelas equipes da Polícia Militar, principalmente da Rotam, explicam melhor esse crescimento no volume de cocaína apreendida. “Os policiais têm se especializado no combate a esse tipo de crime e as recentes apreensões e prisões em flagrante são resultados desse trabalho”, frisa.

Boing explica que o combate ao tráfico de drogas, indiretamente, também contribuiu para reprimir outros tipos de crimes, como o furto, roubo e outras situações conexas ao tráfico, além dos crimes que são consequência do uso de entorpecentes, como acidentes de carro, lesões corporais e até crimes contra a vida, que são potencializados pela pessoa que está sob o efeito de uma substância psicoativa. “O que temos percebido em quase todas as apreensões que tem ocorrido é que, além da droga, também são encontrados celulares, videogames, notebooks e até botijões de gás, que os consumidores trocam por drogas e que são furtados das próprias residências ou de outros imóveis”, afirma o major Boing.

O comandante da 6ª Companhia ressalta que, mesmo o consumidor que utiliza seus próprios recursos para adquirir a cocaína, por exemplo, de forma indireta, financia toda a cadeia do tráfico, que gera crimes também em outras regiões, como o roubo de carros, tráfico de armas, contrabando de cigarros, homicídios, entre outros.

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