Paraná é oficialmente reconhecido como área livre de aftosa sem vacinação

Vitória Holzmann e Maria Andreola comentam status do Paraná

Vitória Holzmann e Maria Andreola comentam status do Paraná

O Ministério da Agricultura e Pecuária divulgou instrução normativa, na semana passada, reconhecendo oficialmente o Paraná como área livre de aftosa sem vacinação. Além do nosso estado, o Ministério também fez o reconhecido dos estados de Acre, Rondônia e Rio Grande do Sul e partes de Mato Grosso e Amazonas. Com essa instrução, é possível a comercialização de bovinos entre produtores desses estados e também ações voltadas a tentar colocar essas regiões no mesmo patamar que hoje se encontra Santa Catarina, que é reconhecida como área livre de aftosa sem vacinação pela OIE (Organização Mundial de Sanidade Animal). Até então, o Paraná só podia comprar animais dentro do próprio estado ou de criadores de Santa Catarina e, agora, amplia o leque de opções de compra.

A veterinária da Adapar (Agência de Defesa Animal do Paraná), Maria Andreola, comenta que, há mais de 30 anos, o estado vem trabalhando para ter esse reconhecimento e que, a partir de 2019, houve essa possibilidade dentro de um grande esforço do Governo do Paraná, Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e a Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná).

A partir de agora, com esse reconhecimento, o trabalho das agências de fiscalização passa a ser na rastreabilidade dos animais. Apesar de não serem mais obrigados a vacinar os animais, os pecuaristas precisam continuar informando seu rebanho à Adapar, nos meses de maio e novembro, quando tradicionalmente eram realizadas as vacinações.

Para a médica veterinária, a expectativa é que, em maio de 2021, o Paraná consiga cumprir mais uma etapa, recebendo o reconhecimento internacional da OIE e aí poderá abrir seu mercado para comercializar em praticamente todo o mundo. Atualmente, sem esse status, os produtores paranaenses não conseguem vender aves e suínos para os principais mercados consumidores do mundo, como Japão e Coreia do Sul. “Com esse status, colocaremos a carne do Paraná nesses países”, comenta.

Andreola informa que, a partir de agora, produtores e fiscalização têm que andar juntos e, principalmente, o pecuarista precisa ser parceiro da Adapar, informando as ocorrências de qualquer doença suspeita, que possa ser febre aftosa, e que essa comunicação precisa ser realizada de forma imediata, para que o trabalho de acompanhamento possa ocorrer. “A rastreabilidade é de fundamental importância para que o Paraná não perca mais esse status e, por isso, o produtor tem que colocar na cabeça que precisa trabalhar junto com a gente, comunicar quando fizer o transporte de animais e evitar adquirir animais em estados que ainda fazem a vacinação, como Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, entre outros”, ressalta. Ela também destaca a necessidade do produtor tirar a Guia de Trânsito Animal (GTA), mesmo quando o transporte for realizado dentro do estado.

A chefe do Núcleo Regional de Agricultura do Paraná (Seab) de Ivaiporã, Vitória Montenegro Holzmann, disse que para a agricultura essa notícia é excelente, pois vai abrir o mercado internacional para produtores e pecuaristas; esta é uma oportunidade muito grande para a produção pecuária do Paraná. Ela parabeniza o trabalho realizado pela Faep, Ocepar, Adapar e a Seab junto ao Governo do Paraná e a Assembleia Legislativa, para que o Paraná avançasse nesse reconhecimento. “Acredito que o produtor está satisfeito com essa oportunidade que o Paraná está tendo e ele, certamente, é a pessoa mais interessada em manter esse status. A tendência é a carne do Paraná se valorizar e melhorar ainda mais o VBP do Estado, que já é o segundo no Brasil, ficando atrás apenas do Mato Grosso”, ressalta.

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