Augusto Cicatto diz que processo de cassação foi viciado e que irá recorrer

Augusto Cicatto

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Em sessão extraordinária realizada na noite da quinta-feira, 6 de agosto, a Câmara de Vereadores de Ariranha do Ivaí cassou o mandato do prefeito Augusto Cicatto (PSC). A sessão julgou um relatório elaborado pela Comissão Processante que avaliou uma denúncia formulada pelo ex-prefeito Silvio Petrassi, com a acusação da compra de aproximadamente R$ 40 mil em medicamentos em uma farmácia da cidade e o não pagamento pela compra.

Por sete votos, o mandato do prefeito foi cassado, sob a acusação de crimes de responsabilidade, por ter infringindo a lei de licitações e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Dois vereadores não compareceram à sessão de julgamento, entre eles o presidente da CP, o vereador Thiago Epifânio da Silva.

Após a sessão, que também não teve a presença do prefeito ou de um defensor constituído por ele, sendo que a defesa foi realizada por um advogado convocado pelo legislativo, a Câmara de Vereadores convocou o vice-prefeito Carlos Bandiera de Mattos para tomar posse.

O prefeito afastado Augusto Cicatto contou ao jornal Paraná Centro que irá recorrer da decisão e acredita que deve retornar ao cargo dentro de alguns dias. Ele classifica que o processo estava viciado e houve um atropelamento com a pauta, para colocar a votação na data de ontem, já que o prazo para conclusão dos trabalhos terminava por esses dias. Cicatto comenta também que o presidente da Câmara de Vereadores, José Aparecido de Oliveira, o Zezinho do Ônibus, não poderia comandar a sessão, já que ele havia se declarado suspeito e também quem deveria realizar a sessão, no entendimento do prefeito afastado, era o presidente da CP, Thiago Epifânio da Silva. “Eles fizeram isso em meu desfavor, mas a denúncia não é verdadeira, porque não teve crime nenhum e o próprio relatório não apontou nenhuma vantagem que levei nessa situação”, disse Cicatto.

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