UEM iniciará ano letivo com aulas remotas emergenciais

Enquanto aulas não começam, estudantes fazem cursos online

Enquanto aulas não começam, estudantes fazem cursos online

Em decisão tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP), reunido remotamente na quinta-feira, 23 de junho, o início do ano letivo na Universidade Estadual de Maringá (UEM) para os cursos de graduação presenciais se dará no dia 17 de agosto, com aulas remotas emergenciais. Vale ressaltar que as aulas estavam previstas para começar no dia 6 abril, mas em maio, diante do quadro de pandemia, o CEP decidiu pela suspensão do calendário letivo com aprovação de atividades extracurriculares.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da UEM aprovou a readequação do calendário acadêmico e o início das atividades de graduação, por meio de ensino remoto emergencial, com a utilização de recursos digitais para a operacionalização das disciplinas presenciais, sem a necessidade de alteração dos projetos pedagógicos dos cursos.

Segundo a decisão do CEP, os cursos de graduação presenciais terão autonomia para definir quais disciplinas e conteúdos serão ofertados no ensino remoto, sem limitação de quantitativo. Os alunos terão flexibilidade para matricular-se nas disciplinas ofertadas, ainda que sejam de séries ou semestre diferentes da que iria cursar normalmente, mediante pedido à coordenação do curso.

Conforme a diretora do Campus Regional Vale do Ivaí, Fernanda Errero Porto, desde junho, uma comissão está trabalhando no planejamento das atividades letivas, considerando o cenário de pandemia e a estratégia da universidade é ir voltando aos poucos, com o calendário desse ano sendo cumprido de forma remota e que, com a reformulação estrutural, o campus de Ivaiporã possa receber gradualmente funcionários, professores e alunos, com uma projeção de ensino híbrido, que prevê aulas remotas e presenciais, para o primeiro semestre de 2021. “A previsão para a volta das aulas presenciais é no segundo semestre do ano que vem, já com a diminuição da curva de contágio da doença e se tiver uma vacina, porque, por enquanto, a recomendação é manter o distanciamento social”, pontuou Fernanda Errero.

Esse planejamento, segundo a diretora do CRV, envolve análise da estrutura do campus, fazer a readequação, adquirir equipamentos de proteção individual para servidores, produtos de higiene e sanitização, como tapete sanitizante, álcool em gel, álcool 70, readequação dos espaços para manter o distanciamento social, contratação de mais funcionários para o setor de limpeza, entre outros cuidados necessários, conforme orientações da OMS e do Ministério da Saúde.

Além dos cuidados com a saúde, Fernanda Errero reforçou a preocupação com a questão pedagógica com o retorno das aulas de forma remota. No entanto, ela esclareceu que a universidade está com um projeto de inclusão digital, que inclui a compra de equipamentos e oferecimento de internet banda larga gratuita para os alunos que não tenham acesso a esse serviço. Para as aulas remotas, a UEM recebeu doações de smartphones feitas pela Receita Federal, adquiriu alguns tablets e está em processo de licitação para a compra de notebooks, que serão emprestados para que os alunos possam acompanhar as atividades acadêmicas. “É um esforço coletivo da direção e de todo o CRV garantir a inclusão digital de todos os alunos e pensar, futuramente, no retorno presencial com todas as medidas sanitárias adequadas, caso o vírus ainda esteja circulando, especialmente, porque o curso de educação física tem uma especificidade que são as aulas práticas e nosso papel é avaliar como fazer a higienização correta desses locais”, ressaltou a diretora.

Fernanda Errero disse que o ensino remoto não é o ideal, mas necessário neste momento de excepcionalidade. “Estamos em uma situação que não temos escolha. O fato é que como não temos perspectiva de retorno presencial, quanto mais se adia esse retorno, vai se criando uma série de problemas dentro da universidade. A volta de forma remota possibilita que o aluno possa se manter ativo em uma rotina de estudos e conclua a graduação”, disse a professora, mencionando que a proposta do ensino remoto é que os alunos assistam aula em tempo real, por meio de uma plataforma virtual, com o professor ministrando a aula conforme o turno de cada curso, embora essas aulas também sejam gravadas e disponibilizadas para o aluno que não possa acompanhá-la ao vivo.

A critério do docente responsável, parte do conteúdo programático da disciplina poderá ser ministrada de forma assíncrona, disponibilizada nas plataformas institucionais, limitando-se a 40% da sua carga horária.

A acadêmica do 4º ano de educação física do Campus Regional Vale do Ivaí, Rafaela Priamo, comentou que fez alguns cursos online, mas está na expectativa pelo início das aulas remotas e espera que atenda às demandas do curso. “Estou ansiosa para saber como serão passados os conteúdos e as matérias ofertadas; minha preocupação maior são matérias de cunho prático como estágios e o TCC, mas temos que optar pelo ensino remoto para não ficarmos parados até que retornem as aulas presenciais”, afirmou a estudante.

Calendário acadêmico

Pelo calendário acadêmico aprovado, as provas do concurso vestibular para ingresso em 2021 serão realizadas nos dias 7 e 8 de fevereiro e do Processo de Avaliação Seriada (PAS) no dia 28 de fevereiro.

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