Começa a colheita do milho safrinha na região

Colheita deve ser intensificada nos próximos dias

Colheita deve ser intensificada nos próximos dias

Nos próximos dias, a colheita do milho safrinha deve ser intensificada na região central do Paraná. Com o tempo firme e as lavouras completamente secas, os produtores começam a colocar as colheitadeiras em campo para iniciar a safra, que deve ter uma produtividade 20% menor que a esperada, em função da forte estiagem que atingiu as lavouras nos meses de maio e junho, em um momento delicado da planta, quando ocorria o enchimento de grãos.

O agrônomo Sérgio Empinotti, responsável pelo Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento de Ivaiporã, avalia que até o momento 25% da lavoura plantada foi colhida, principalmente, nos municípios de Faxinal, Jardim Alegre, Lunardelli, São Pedro do Ivaí e São João do Ivaí.

Empinotti comenta que a colheita está um pouco atrasada, porque em algumas áreas o milho ainda apresenta umidade e o produtor quer aproveitar o clima seco para colher o grão com o menor percentual de umidade possível. Ele ressalta que os agricultores não têm muita pressa, pois o plantio da safra de verão só deverá ocorrer no início de outubro.

As primeiras lavouras colhidas estão com uma produtividade até acima do que era esperado, e devem ficar em torno de 220 a 240 sacas por alqueire. Essa primeira etapa corresponde às lavouras que foram plantadas mais cedo e receberam uma boa quantidade de chuva no início do desenvolvimento, sendo menos afetadas pela estiagem. Já a maior parte das áreas, que deve ser colhida a partir dos próximos dias, deve apresentar uma quebra significativa, podendo, em algumas propriedades, ser superior a 60%. Ao final da colheita, a tendência é que as lavouras mais tardias possam ter uma quebra menor, já que não receberam um bom volume de chuva durante a formação dos grãos. No total, o Deral prevê uma perda na ordem de 20% em relação à estimativa inicial.

Empinotti ressalta que a tendência para os próximos anos é aumentar o plantio de milho de segunda safra, principalmente, porque o mercado de trigo está instável e o clima não tem sido muito favorável a essa cultura, nos últimos anos. Além disso, com as novas variedades de soja, mais precoces e que podem ser plantadas de forma mais adiantada, possibilita que o agricultor faça o plantio da soja dentro do prazo viável para o seguro. Outro fator que tem estimulado é o preço pago pela saca de milho; há uns cinco anos, a saca de milho variava entre R$ 18 e R$ 20 e, agora, o preço está girando na faixa de R$ 40.

O agrônomo acha interessante a possibilidade de rotação de cultura e formação de palhada, que é possível com o milho. “Com isso, o produtor sai um pouco daquele ciclo soja-trigo que ele estava acostumado e melhora a fertilidade do solo”, frisa.

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