Prefeito de Pitanga avalia ações de combate a Covid-19 no município

Prefeito de Pitanga avalia a Covid-19 em Pitanga

Prefeito de Pitanga avalia a Covid-19 em Pitanga

O prefeito de Pitanga, Maicol Barbosa, concedeu entrevista ao jornal Paraná Centro onde fez uma avaliação das ações que o município realizou até o momento para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Desde o início, a gestão municipal e a Secretaria Municipal de Saúde realizaram ações para tentar conter a chegada da doença ao município, tendo em vista que cerca de 1/3 da população se enquadra no grupo considerado de risco para o desenvolvimento de sintomas graves da Covid, por serem idosos, hipertensos, diabéticos, com baixa imunidade, entre outros. “No início da pandemia, a principal preocupação era que a regional de Guarapuava, da qual Pitanga faz parte, tinha apenas 10 leitos de UTI para atender toda a região”, frisa o prefeito. Ele avalia que as ações tomadas logo no início permitiram que a doença fosse contida e os municípios e o Governo do Estado pudessem se organizar para enfrentar a doença.

Após esse primeiro momento, houve um pico de casos e depois uma redução e, nos últimos dias, percebe-se novamente um aumento no crescimento da doença. Para o prefeito, isso ocorreu em função do comportamento da população, que voltou a realizar aglomerações e festas particulares. “Temos percebido, de modo geral, que as empresas estão cumprindo as normas sanitárias estabelecidas e os empresários apreensivos para que o comércio não precise fechar novamente, e nem o município pensa em uma ação dessas, a não ser que algo grave venha ocorrer nos próximos dias”, comenta o prefeito.

Atualmente, Pitanga não tem pessoas internadas com casos graves da doença e tem apenas um óbito em investigação. Mas a preocupação é que, nos últimos dias, surgiram casos com pessoas de mais idade, cujos cuidados de saúde precisam ser maiores. “Os jovens precisam ter consciência que se para eles os sintomas são leves, para as pessoas mais idosas, os cuidados precisam ser redobrados”, comenta.

Apesar da preocupação com esses novos casos, a administração municipal pensa na questão econômica e, por isso, deve liberar o funcionamento de algumas atividades que estavam paradas, como cursos particulares de idiomas, músicas, instrumentos e outros que se enquadram nessa situação, desde que eles adotem os protocolos sanitários estipulados para a situação. Com relação às escolas, o prefeito destaca que elas ainda têm a possibilidade de causar aglomerações e, por esse motivo, precisam se manter fechadas.

Futuro

Maicol fala sobre o futuro dos municípios pós-pandemia, pois nesse ano está havendo uma dificuldade de recursos, mas que o reflexo será ainda pior nos próximos dois anos, pois tudo aquilo que se deixou de produzir, de comercializar e, principalmente, de ser arrecadado vai refletir em 2021 e 2022. “Teremos um período em que será necessário ter muita cautela, pé no freio e manutenção das contas em dia, principalmente, com o pagamento do funcionalismo público e pensar como os investimentos deverão ser feitos”, relata o prefeito.

Maicol Barbosa comenta que o Governo Federal precisará criar um programa de estímulo à economia, com redução dos juros e facilidade de crédito. “Será preciso que o Governo olhe muito para esse setor, principalmente, assim que houver uma vacina, para fazer com que a economia volte a andar”, disse o prefeito de Pitanga.

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