Polícia Civil investiga suposta rede de prostituição de menores na região

Boate é interditada pela Polícia Civil. Por: Foto/divulgação

Boate é interditada pela Polícia Civil

Fonte: Foto/divulgação

A Polícia Civil de Ivaiporã realizou na manhã da quarta-feira, dia 15 de julho, operação para cumprimento de mandado de busca e apreensão em residências e uma boate nas cidades de Ivaiporã, Lidianópolis e Jardim Alegre, com o objetivo de recolher celulares, anotações e cadernetas em uma investigação que está sendo desenrolada, há cerca de um ano, que apura uma suposta rede de prostituição que alicia menores de Lidianópolis para programas sexuais em uma boate em Ivaiporã.

A investigação partiu da denúncia de alguns pais, que informaram à Polícia Civil que as filhas, especialmente aos finais de semana, saíam de casa e retornavam um ou dois dias depois e não davam explicações de onde estavam.

Quatro pessoas estão sendo investigadas nessa rede de aliciamento, sendo o proprietário da boate, onde ocorriam os programas, que teve o estabelecimento fechado, após concessão de medida cautelar, por parte do Poder Judiciário; duas mulheres, moradoras de Jardim Alegre e Lidianópolis, que seriam as responsáveis pelo aliciamento das adolescentes; e um homem que fazia o transporte das meninas de Lidianópolis até Ivaiporã, numa espécie de “Uber da Prostituição”.

O delegado da Polícia Civil de Ivaiporã, Aldair da Silva Oliveira, relata que as investigações, até o momento, apontam que três adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, foram exploradas dentro desse esquema e que essa rede funciona pelo menos há um ano. Caso as suspeitas sejam confirmadas, eles podem responder pelo crime previsto no artigo 218-B do Código Penal, que é o favorecimento à prostituição e se beneficiar de alguma forma desse tipo de exploração sexual de menores, que pode render uma pena de até 10 anos de cadeia.

O delegado informou que estas pessoas abordavam as meninas e ofereciam remuneração, mas parte desse dinheiro ficava com o dono da boate, que já respondeu por um processo e uma queixa-crime, pela mesma situação há alguns anos. O delegado disse que as investigações continuam, com o objetivo de descobrir se outras adolescentes foram exploradas e também tentar identificar os frequentadores da boate, que se aproveitaram desse “serviço” e que também irão responder pelo mesmo crime. “Se existe um aliciamento é porque existe demanda e estamos aguardando mais denúncias para descobrir quem se servia desse tipo de exploração de menores”, explicou o delegado de Ivaiporã.

Nessa etapa da investigação não houve prisão.

Comentários