DITADOS POPULARES – Parte 2

Nesta semana, continuamos a postar o mesmo conteúdo da semana retrasada – a origem de alguns ditados populares - muito interessante, pois, muitas vezes, usamos expressões no cotidiano, ou até mesmo em situações formais, sem conhecer a história delas, da onde surgiu, por isso, a importância de se conhecer o significado de tais expressões, já que alguns ditados podem contribuir para melhorar rapidamente o entendimento da língua portuguesa. O que ocorre é que, na maioria das vezes, as pessoas utilizam algumas expressões sem terem a menor consciência de sua origem, o que faz com que esse uso seja inadequado.

Conheça alguns ditados populares

Deu zebra

Não há zebra no Jogo do Bicho. “Dar zebra” é acontecer uma coisa impossível, que não estava prevista.

Dor de Cotovelo

A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando um amor perdido. De tanto ficar naquela posição, as pessoas ficavam com dores no cotovelo. Atualmente, é muito comum utilizar essa expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza causada por uma decepção amorosa.

Dourar a Pílula

Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

Eles que são Brancos que se Entendam

Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: “Vocês que são pardos, que se entendam”. O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de Dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, Dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, Dom Luís se explicou: nós somos brancos, cá nos entendemos.

Encher linguiça

Enrolar, preencher espaço com embromação.

Engolir sapos

Fazer algo contrariado; ser alvo de insultos, injustiças, contrariedades sem reagir, revidar, acumulando ressentimento.

Erro Crasso

Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, havia: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante em sua vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros que caíram. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, chamamos de “Erro Crasso”.

Espírito de Porco

Nos tempos coloniais, os escravos faziam todo tipo de trabalho, do mais leve ao mais pesado. Um, em especial, causava terror: negavam-se a abater porcos. Achavam que os espíritos suínos lhes atormentariam à noite. A expressão passou a designar quem incomoda, atrapalha, é inconveniente.

Farinha do mesmo saco

“Homines sunt ejusdem farinae” esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.

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