Delegado de Ivaiporã esclarece sobre golpes pela internet

Dinheiro falso é localizado no comércio da região

Dinheiro falso é localizado no comércio da região

A pandemia e o cenário de crise econômica estão afetando a vida de milhares de pessoas, e muitos estelionatários e golpistas têm aproveitado, especialmente o submundo da internet, para oferecer oportunidades de ganho de dinheiro fácil ou negócios que, inicialmente, parecem vantajosos, mas podem se tornar uma dor de cabeça para as vítimas.

Não é raro pessoas que entram em grupos abertos de whatsapp para oferecer a venda das chamadas notas fake, que nada mais é do que a comercialização de notas falsas. Geralmente os perfis são de telefones com DDD de outros estados, mas as ofertas são “na cara dura”.

Geralmente, a proposta é que a pessoa compre uma quantidade de notas falsas, cerca de dez vezes mais que o valor real pago. Um exemplo é a venda de notas, no valor de R$ 2,5 mil, que a pessoa paga R$ 250. Os golpistas prometem alta qualidade na falsificação, com notas ásperas e que não são detectadas pelas canetas antifalsificação.

Recentemente, em Santa Maria do Oeste, um jovem de 19 anos foi preso por fazer um derrame de notas fake no comércio da cidade. Ele comprou um celular com 23 notas falsas de R$ 20. O delegado de Ivaiporã, Aldair da Silva Oliveira, também relatou que, recentemente, foram apreendidas três notas falsas de R$ 20 em Jardim Alegre.

Ele informa que a pessoa que porta, distribui ou entra em uma cadeia de disseminação desse tipo de dinheiro está sujeita a uma pena que pode chegar a 12 anos de prisão. “O crime de moeda falsa é um delito previsto no código penal e é muito abrangente; não adianta a pessoa alegar que não sabia, pois assim que recebe uma nota, todos devem tomar os cuidados necessários”, ressalta.

Como é um crime contra uma autarquia federal, que é a Casa da Moeda, a pessoa que comete esse tipo de crime responde diretamente na Justiça Federal. “Infelizmente, muitos golpistas têm se aproveitado desse momento de fragilidade das pessoas, tentando disseminar esse tipo de informação para captar dinheiro ou mesmo pessoas para cometer esse tipo de crime”, aponta o delegado.

Ele ressalta que as pessoas que manuseiam dinheiro, diariamente, precisam estar atentas e, assim que desconfiarem de uma nota falsa, devem imediatamente informar as autoridades policiais.

Carros

Outra situação que está se tornando comum, especialmente, com a disseminação de classificados na internet, é a compra de carros por meio de anúncios virtuais. O delegado lembra que os golpistas utilizam um chamariz para atrair a atenção da vítima e, geralmente, é o preço bem abaixo do praticado pelo mercado. “Nesse caso, a pessoa precisar desconfiar”, alerta.

Aldair Oliveira ressalta que existem no mercado empresas que são especializadas em fazer a checagem de todos os dados do veículo e, apesar de ter um custo, compensa, considerando que pode evitar um prejuízo, para o comprador na aquisição de um carro furtado ou com pendências administrativas. “O ideal é que as pessoas façam a checagem pessoalmente do carro, antes de fechar o negócio, e também observe o preço, características do vendedor, segurança do site e evite qualquer veículo em que o proprietário não puder oferecer garantir de procedência da documentação”, ressalta o delegado.

Comentários