DITADOS POPULARES – Parte 1

Nesta semana, continuamos a postar o mesmo conteúdo da semana retrasada – a origem de alguns ditados populares - muito interessante, pois, muitas vezes, usamos expressões no cotidiano, ou até mesmo em situações formais, sem conhecer a história delas, da onde surgiu, por isso, a importância de se conhecer o significado de tais expressões, já que alguns ditados podem contribuir para melhorar rapidamente o entendimento da língua portuguesa. O que ocorre é que, na maioria das vezes, as pessoas utilizam algumas expressões sem terem a menor consciência de sua origem, o que faz com que esse uso seja inadequado.

Conheça alguns ditados populares

Caiu no conto do vigário

Uma imagem de Nossa Senhora dos Passos foi doada pelos espanhóis para Ouro Preto e começou a ser disputada pelos padres de duas igrejas: a de N. Sra. de Pilar e a de N. Sra. da Conceição. O padre de Pilar sugeriu, então, que a imagem fosse colocada em cima de um burro, no meio do caminho entre as duas igrejas. O rumo que o animal tomasse, decidiria quem ficaria com a imagem. Quando foi solto, o burro se dirigiu para a igreja de Pilar. Mais tarde, soube-se que ele pertencia ao padre de lá; logicamente sabia o caminho a seguir.

Calcanhar de Aquiles

De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, a fim de tornar seu filho indestrutível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única parte de seu corpo que não tinha proteção: o calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como calcanhar de Aquiles.

Casa da Mãe Joana

Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

Chegar de Mãos Abanando

Há muito tempo, aqui no Brasil, era comum exigir que os imigrantes que chegassem para trabalhar nas terras trouxessem suas próprias ferramentas. Caso viessem de mãos vazias, era sinal de que não estavam dispostos ao trabalho. Portanto, chegar de mãos abanando é não carregar nada.

Chorar as pitangas

Pitangas são frutinhas vermelhas cultivadas e apreciadas em todo o país, principalmente nas regiões norte e nordeste. A palavra pitanga deriva de pyrang, que em tupi guarani significa vermelho. Sendo assim, a provável relação da fruta com o pranto vem do fato de os olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas, quando se chora muito.

Chutar o pau da barraca

Quem inventou esta história de “chutar o pau da barraca” foi o Conde D’Eu, genro de Dom Pedro II, quando assumiu a caça a Solano Lopes, depois de já terminada a Guerra do Paraguai. O conde gostava de acordar cedo para suas investidas e, quando fazia e ainda havia soldados dormindo, ele saía “chutando os paus das barracas”, derrubando todas, para acordá-los. Significa criar uma grande confusão, inesperadamente

Comer o pão que o diabo amassou

Significa passar por uma situação difícil, um sofrimento. Imagina-se que a origem dessa expressão venha do fato de que deve ser, realmente, indigesto engolir um pão amassado (amassar é o mesmo que fazer a massa) pelo capeta. Além da procedência, nada confiável, do produto (se vem do coisa ruim, boa coisa não pode ser) tem grandes chances desse pão vir queimado, já que foi assado no fogo do inferno (piadas à parte).

Da Pá Virada

A origem do ditado é em relação ao instrumento, à pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem irresponsável, parasita.

Dar uma banana

É das poucas expressões que são acompanhadas por um gesto. Aliás, neste caso, o mais provável é que o gesto tenha inspirado a expressão, já que ele existe em vários países como Portugal, Espanha, Itália e Brasil. Em todos esses lugares o gesto significa a mesma coisa: um desabafo ou uma ofensa.

Defender com unhas e dentes

Do latim “inguibus et rostre”(com unhas e bico). Provavelmente a expressão vem de briga de galo, já constante na Roma antiga. Mas pode vir também de briga entre mulheres. Defender com todas as forças, não fraquejar de nenhuma maneira.

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