Número de acidentes graves cresce na região, mesmo com a pandemia

Número de acidentes cresce 8% mesmo na pandemia

Número de acidentes cresce 8% mesmo na pandemia

Mesmo com a pandemia provocada pela Covid-19, que deveria restringir a circulação de veículo e diminuir o número de acidentes, o primeiro semestre de 2020 registrou um ligeiro aumento no número de ocorrências de trânsito, atendidas pelo Corpo de Bombeiros de Ivaiporã.

Os dados indicam apenas o número de acidentes que tiveram feridos graves e, por esse motivo, os bombeiros foram acionados. Além disso, estão computados os dados de acidentes que ocorreram em toda a área de atuação dos bombeiros de Ivaiporã, que corresponde a 13 municípios da região central.

Segundo o registro online da corporação, no primeiro semestre de 2019, foram 139 ocorrências que necessitaram de algum tipo de intervenção da corporação. Já no primeiro semestre de 2020, foram 151 ocorrências, o que corresponde a um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A situação em que mais houve aumento é de tombamento e capotamento. No ano passado, foram 13 registros desse tipo de acidente; neste ano são 26, ou seja, 100% de aumento. Também houve aumento no número de quedas de moto ou bicicleta, que passou de 31 para 39, ou 25% de acréscimo.

As ocorrências relativas a choque com um anteparo ficaram iguais ao ano anterior. Já o atropelamento teve uma leve queda, de 11 ocorrências registradas em 2019, caiu para 10 em 2020.

A maior redução foi de colisões entre veículos, que saíram de 72 para 64. No entanto, apesar de representar 25% da frota de veículos, o número de acidentes com motos corresponde a 55% das ocorrências registradas nesse tipo de acidente.

O jornal Paraná Centro solicitou ao major Élio Boing que analisasse os números de acidentes atendidos pelos bombeiros no primeiro semestre. Ele disse que, quando se olha apenas os números da cidade, percebe-se uma estabilidade em relação ao ano passado, com números semelhantes.

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No entanto, quando se refere à rodovia, nota-se o aumento, principalmente, em acidentes relacionados à alta velocidade, como capotamento e tombamento. “Teoricamente, podemos dizer que as pessoas estão abusando um pouco mais da velocidade na rodovia, talvez porque houve uma redução no número de veículos circulando e, com isso, os motoristas estão mais relaxados e abusando um pouco mais da velocidade”, comenta.

Boing salienta que, no ambiente urbano, apesar da estabilidade, os números mostram que as pessoas estão dirigindo com menos cuidado, pois ele lembra que, durante vários períodos deste começo de ano, houve restrição de circulação. “Acredito que, com menos veículos nas ruas, as pessoas ficaram menos cuidadosas ou até mesmo abusaram em algumas situações e, por esse motivo, acredito que o número de acidentes na área urbana se manteve, ao invés de cair, como seria a tendência natural”, cita.

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