Serviços não essenciais serão fechados por duas semanas em Ivaiporã

A medida começa a valer a partir da segunda-feira, 29 de junho

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Uma reunião foi realizada na tarde dessa sexta-feira, dia 26 de junho, no salão nobre da Prefeitura de Ivaiporã, com a participação de representantes do Ministério Público, Associação Comercial Industrial e Serviços de Ivaiporã (Acisi), Câmara da Mulher, 22ª Regional de Saúde, Polícia Militar, Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e Departamento Municipal de Saúde, além de outros setores da prefeitura. O prefeito Miguel Amaral coordenou a reunião e oportunizou a manifestação de todas as entidades, onde se definiu pelo fechamento dos serviços não essenciais no município de Ivaiporã pelos próximos 15 dias. A medida deve começar a valer a partir da segunda-feira, dia 29 de junho. As lojas que forem atingidas pela medida de fechamento podem atender por meio de delivery.

Os fatores que levaram às medidas restritivas estão relacionados ao aumento no número de casos positivos de Covid-19 em Ivaiporã, que praticamente quadruplicou em uma semana, saindo de 22 na sexta-feira, dia 19 de junho, para 97, no boletim divulgado pelo município na quinta-feira, dia 25. Além disso, a suspensão do recebimento de pacientes na UTI do Instituto de Saúde Bom Jesus e o afastamento de 31 funcionários da instituição de saúde com sintomas gripais e vários deles já com resultado positivo para a infecção pelo novo coronavírus, também foram preponderantes para a medida, que visa evitar o colapso do sistema de saúde em Ivaiporã, que poderia, inclusive, comprometer não apenas o atendimento dos pacientes com Covid-19, mas também de outras patologias.

Outra situação exposta na reunião é a possibilidade do contágio aos trabalhadores atingir outras unidadas de saúde do município, já que vários deles atendem em mais de um hospital. Nove funcionários do Hospital Municipal de Ivaiporã estão afastados por apresentarem sintomas gripais.

O promotor de Justiça da Comarca de Ivaiporã, Cleverson Leonardo Tozatte, destaca que, atualmente, 1/3 da capacidade de atendimento de saúde do município está comprometida em função desse aumento. Ele disse que além dos casos já confirmados, mais de 550 exames foram encaminhados ao Lacen e aguardam resultado, o que pode aumentar ainda mais o número de casos positivos. “São números que comprometem as redes de atendimento da saúde e, se houver afastamento de mais funcionários, teremos equipamentos, mas que não poderão ser usados, pela falta de profissionais de saúde. Esse é o cuidado que precisamos ter agora”, frisa o promotor.

Cleverson Tozatte conclama a população a colaborar, pois não adianta fechar o comércio se as pessoas não mudarem seus comportamentos e continuarem fazendo churrasco, confraternizações e festas. “Tenho certeza que esse é um dos maiores vetores de disseminação do vírus e se as pessoas não deixarem de ter essas condutas, não iremos dar sustentação à rede de atendimento hospitalar”, ressalta.

O prefeito de Ivaiporã, Miguel Amaral, destaca que o avanço da doença é grande e os serviços de saúde já estão comprometidos, à medida que profissionais da área estão sendo afastados. “Se não quebramos essa escalada do vírus e perdemos mais profissionais, as pessoas não terão atendimento e acabarão morrendo. Precisamos desse período de 14 dias para estancar a transmissão do vírus”, frisa o prefeito.

A medida de fechamento por 14 dias foi sugerida pelo Comitê de Enfrentamento da Covid-19 em Ivaiporã, como uma forma fazer com que as pessoas fiquem em casa e também frear a disseminação da doença no município. O órgão ligado ao Departamento Municipal de Saúde entende que a transmissão já é considerada comunitária em Ivaiporã.

Um edital com a relação dos serviços que poderão abrir durante o período será publicado amanhã, dia 27 de junho. Até lá, a prefeitura estudará uma restrição ainda maior, como se haverá um rodízio de funcionamento entre os serviços essenciais ou uma lista ainda mais reduzida dos serviços que poderão funcionar.

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