Fonoaudióloga explica importância do brincar como método de aprendizagem

Emylyn Barbist defende importância da brincadeira como método de aprendizagem. Por: Antonello Nadal

Emylyn Barbist defende importância da brincadeira como método de aprendizagem

Fonte: Antonello Nadal

Com a quarentena, pais e cuidadores estão tendo que se virar com as crianças para minimizar os prejuízos causados pela ausência de terapias e escola nesse período de pandemia da Covid-19.

Por isso, considera-se que as atividades lúdicas são a forma fundamental e estruturante do desenvolvimento infantil. No período de distanciamento social imposto pela Covid-19, as brincadeiras tornaram-se indispensáveis para o bem-estar das crianças.

Conforme a fonoaudióloga, especialista em fonoterapia para crianças autistas, da Clínica Humana de Ivaiporã, Emylyn Barbist, cujo público alvo são crianças de 2 a 4 anos de idade, a criança não se importa com o valor dos brinquedos, com a marca ou com a enorme variedade, ela gosta da brincadeira em si. Ela explicou que é mais comum do que se imagina ver os pequenos se interessando mais pela tampa da panela do que pelo brinquedo sofisticado. “Porque com a tampa podemos criar inúmeras coisas, podemos ir para o imaginário e fazer dela o que quisermos”, exemplificou.

De acordo com a profissional, é durante a brincadeira que a criança adquire novos conhecimentos, desenvolve a criatividade, os sentidos, experimentam a realidade no imaginário e desenvolvem a fala e linguagem. “No brincar é que a criança aprende. O brincar é um método lúdico de aprendizagem”, resumiu.

A especialista ressaltou que, nesse período em que a criança está constantemente em casa por conta da pandemia, é comum ficar mais em frente a telas de computador e celular. Ela afirmou que isso pode ser um benefício como recurso terapêutico, mas também pode ser um malefício, caso sejam utilizadas de forma exagerada. “O tempo recomendável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para crianças a partir dos 2 anos é de 1 hora por dia, mas principalmente devido à pandemia, as crianças estão extrapolando esse tempo, o que pode trazer consequências negativas futuras para elas”, disse.

Além de ser uma forma de diminuir o uso de telas, Emylyn Barbist defendeu a importância de resgatar as brincadeiras de antigamente como roda roda, escorregador, entre outras, estimulando a parte motora e cognitiva, além da fala e a linguagem da criança. Diante disso, é recomendável que os pais usem o imaginário e brinquem com os filhos, seja de casinha, de restaurante, de loja, de pista de carrinhos, de boneca, de fazendinha, para que o corpo da criança evolua de maneira global.

Sobre o tempo que deve ser aproveitado em brincadeiras, Emylyn Barbist destacou que cada criança tem seu tempo. “Vai depender de quanto tempo a criança vai ficar focada naquela brincadeira e do quanto aquilo é legal para ela. O nosso papel, enquanto adultos e mediadores do conhecimento da criança, é dar forma e função para a brincadeira”, encerrou a fonoaudióloga.

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