Cultivo de orquídeas é hobby de dentista de Pitanga

Graziela Rampazzo mostra orquidário em propriedade rural

Graziela Rampazzo mostra orquidário em propriedade rural

A dentista Graziela Gregio Rampazzo, que atende no Sindicato Rural de Pitanga, começou, há alguns anos, a cultivar orquídeas como um hobby e, hoje, já começa a se tornar referência na produção dessa flor em Pitanga. Ela conta que a paixão pelas orquídeas começou com um presente que recebeu do esposo, em um aniversário, e começou a colecionar. Quando se mudaram de um apartamento para uma casa, ainda na área urbana de Pitanga, o número de plantas já era considerável e ela as colocou em um lugar especial do imóvel e, na época, achava que estava fazendo o manejo correto. No entanto, havia um problema, as orquídeas não floresciam, apesar de estarem saudáveis. “Um dia vi no facebook do Sindicato Rural de Guarapuava um curso sobre orquídeas, participei por dois dias e percebi que estava fazendo tudo errado. A primeira providência foi trocar as flores de lugar e também começar a construção de um orquidário improvisado”, ressalta.

Aos poucos, o espaço, que foi improvisado em uma garagem, ficou pequeno e Graziela Rampazzo e o marido começaram um novo local para o cultivo das flores. Com uso de madeiras que foram reaproveitadas, sombrite e uma estrutura simples, eles montaram outro espaço para as plantas e, aos poucos, ela começou a vender mudas e orquídeas para amigos e conhecidos.

No entanto, com o aumento no número de espécimes e por morarem em um imóvel alugado, a ideia foi levar o orquidário para o interior, onde havia mais espaço para a ampliação da produção.

Graziela Rampazzo tem atualmente cerca de 140 espécies diferentes de orquídeas. O ambiente em que elas estão sendo cultivadas possibilita a produção durante o ano todo, sendo que cada flor tem uma estação certa para florescer, que dura de alguns dias a até quatro meses, dependendo da espécie.

Segundo Graziela Rampazzo, a ideia é se aprimorar e buscar mais qualificação. Com relação ao clima, a dentista ressalta que a ideia é proteger as plantas da geada e do frio intenso e, no resto do ano, não existem muitas dificuldades em lidar com o orquidário. “A pessoa que se interessar por isso, precisa estudar e pesquisar muito, pois é difícil encontrar alguém que ensine muita coisa; estou aproveitando essa pandemia e fazendo um curso online para a produção de orquídeas”, relata.

Ela destaca que a ideia é aumentar a quantidade de espécies e estruturar melhor o orquidário. “Quando se tem um orquidário, acaba tendo a possibilidade de comercialização, mas o primeiro objetivo é sempre ter flores maravilhosas e lindas. Apesar do hobby ter se tornado outra fonte de renda para a família, tenho grande satisfação quando uma pessoa compra uma muda, que vai se transformar em uma linda flor, para presentear uma outra pessoa”, ressalta.

Flores ganham destaque em decoração

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