Educação Física Inclusiva é tema de live

Ewerton Davy e Ricardo Carminato abordam inclusão da pessoa com deficiência

Ewerton Davy e Ricardo Carminato abordam inclusão da pessoa com deficiência

Os professores Ewerton Davy Marques Silva, técnico pedagógico do Núcleo Regional de Educação de Ivaiporã e especialista em atividade física e adaptação para grupos especiais; e Ricardo Carminato, mestre em educação física pela UFPR e doutorando pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizaram uma live no dia 3 de junho, sobre Educação Física Inclusiva, com abordagens associadas a situações exitosas entre profissionais com experiência na área, elencando possibilidades e comentários sobre inclusão com foco na educação física. O projeto de realização de lives para profissionais da área é idealizado pela professora Mônica Cordeiro.

Durante cerca de 50 minutos, os professores mediaram o debate sobre educação física inclusiva, que contou com participação de professores da área, acadêmicos e atletas. Os educadores iniciaram falando sobre o trabalho deles com educação especial até chegar ao projeto Afavi, trazendo a realidade da educação física para pessoas com deficiência dentro do ensino regular.

Ricardo Carminato lembrou que a inclusão da pessoa com deficiência no ensino regular já acontece no país, mas, é necessária que a educação física seja uma ferramenta dessa realidade.

De acordo com o Censo do IBGE de 2018, 24% da população tem algum tipo de deficiência (45 milhões de pessoas), e que houve um aumento de 10% desse total matriculados no ensino regular, o que reforça a importância da família nesse processo de desenvolvimento. Para Carminato, o professor tem que saber que está recebendo um aluno com deficiência para melhor explorar as potencialidades dele e identificar o que o aluno pode, consegue e sabe fazer para nortear o trabalho. “Existem características diferentes e diversidade nas deficiências e trabalhamos com a potencialidade de cada um. Esporte bem trabalhado dentro da escola socializa, por isso, é importante o professor buscar a potencialidade desse aluno. Trabalhar com educação física inclusiva é arriscar e instigar o aluno sem fazer qualquer tipo de discriminação”, explicou.

De acordo com Ewerton Davy, é fundamental dialogar com o aluno e explorar as possibilidades dele para incluí-lo nas atividades de educação física, independente da capacidade motora, além de aceitar as deficiências e potencialidades, porque cada um tem seu nível e limite. “Explorar potencialidades para avançar na inclusão”, completou.

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