Produtor de tomate orgânico de Jardim Alegre é o primeiro da região com certificação

Herinton Pacheco e a irmã Zulmira mostram tomate produzido em Jardim Alegre

Herinton Pacheco e a irmã Zulmira mostram tomate produzido em Jardim Alegre

O agricultor Herinton Pacheco, do Sítio Triângulo, no bairro rural de Palmeirinha, município de Jardim Alegre, é o primeiro produtor da região central que conta com certificação da Tecpar para a comercialização de tomate orgânico. Ele cultiva uma área de pouco mais de 1 mil m², mas tem área certificada de um hectare, para ampliação da produção em até 10 vezes.

Por enquanto, o tomate orgânico tem sido comercializado em supermercados de Ivaiporã e Jardim Alegre, e o excedente da produção é encaminhado para uma empresa em São José dos Pinhais.

O produtor rural conta que a produção de tomate orgânico surgiu como alternativa, pois a produção do tomate convencional não estava compensando. Ele começou o cultivo da fruta em 2015 e, dois anos depois, deu início à busca pela certificação para o cultivo sem defensivos químicos, segundo as normativas, com cursos de especialização.

Herinton Pacheco iniciou o curso de Tecnologia em Agroecologia pelo campus de Ivaiporã do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e precisou se adaptar às normativas e leis que regulamentam a produção de orgânicos. “No início, meus pais ficaram um pouco desconfiados, mas eles apoiaram a ideia e, hoje, estão contentes com o cultivo orgânico”, ressalta.

Com relação à remuneração, ele explica que, na produção de tomate convencional, o valor pago ao produtor varia muito a cada semana. “Em uma semana, o produtor recebe cerca de R$ 80 na caixa e na outra esse valor cai para R$ 30; a oscilação é muito grande. Já no cultivo orgânico essa oscilação é menor, justamente porque o valor pago permanece sempre no mesmo patamar e, no final das contas, a remuneração fica entre duas e três vezes maior do que o cultivo convencional”, ressalta.

Dificuldades

Para ele, são duas principais dificuldades para o cultivo de orgânico. A primeira é a falta de mão de obra, já que dá mais trabalho que o cultivo tradicional. A outra é a dificuldade na aquisição dos insumos que podem ser usados na lavoura de orgânicos. “Alguns produtos que são liberados para a aplicação e têm caráter biológico para o controle de pragas e doenças não são encontrados na região e precisam vir de fora, o que encarece os custos e dificulta um pouco o controle”.

Além do tomate, Herinton Pacheco planeja o cultivo de outros produtos orgânicos como vagem, cenoura, alface, cebolinha, brócolis e couve-flor. “Como a área é certificada para vários produtos, eu posso plantar quando eu achar melhor e, por enquanto, a maior dificuldade é a mão de obra”, ressalta.

Atualmente, a produção é estritamente familiar, com o apoio dos pais Luiz Carlos Lopes Pacheco e Maria das Dores Rosa Pacheco e das irmãs Zulmira Rosa e Ana Carla, além de outros familiares, que ajudam na colheita, seleção, lavagem e embalagem dos produtos.

Pacheco ressalta que além do apoio dos familiares, ele também recebeu, nesta trajetória, o apoio importante dos professores do IFPR; do IDR-Paraná, que é a antiga Emater, através do agrônomo, Paulo Henrique Lizarelli; do médico veterinário Carlos Eduardo dos Santos da Seab e do médico veterinário da Prefeitura de Jardim Alegre, Alexandre Sales.

Produto é primeiro certificado como orgânico na região

Produto é primeiro certificado como orgânico na região

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