Campus da UEM completa 10 anos em Ivaiporã

Bloco I-01, didático-administrativo, foi inaugurado em 29 de outubro de 2018. Por: Divulgação

Bloco I-01, didático-administrativo, foi inaugurado em 29 de outubro de 2018

Fonte: Divulgação

No dia 14 de maio, o Campus Regional Vale do Ivaí da Universidade Estadual de Maringá (UEM), completou 10 anos de história em Ivaiporã, sendo o caçula entre os sete da instituição. Atualmente, 120 estudantes estão matriculados nos três cursos de graduação oferecidos pela universidade.

Nessa uma década de existência da universidade pública no município, já foram formados aproximadamente 279 profissionais de Educação Física, História e Serviço Social. São 17 servidores técnicos administrativos e 26 docentes, que trabalham com afinco para promover um ensino superior público, gratuito, de qualidade e que consiga suprir as necessidades da população do seu entorno.

A realidade local e regional passou a mudar para melhor a partir de 14 de maio de 2010, com a publicação do Decreto Estadual 7.106, que autorizou a criação do CRV. O credenciamento oficial, no entanto, só veio neste ano de 2020, pois até então o CRV era considerado uma extensão do campus maringaense. “Temos um local próprio para a realização das atividades e isso é uma grande conquista, pois temos uma estrutura consolidada que foi possível a partir do momento em que conseguimos revitalizar essa estrutura, e não só o bloco novo, mas o campo de futebol e o ginásio. Conseguimos mostrar que viemos para ficar, trazer desenvolvimento e construir uma história em Ivaiporã”, frisou a diretora do Campus Regional do Vale do Ivaí, Fernanda Errero Porto.

No CRV são ofertadas as graduações em Educação Física, História e Serviço Social, bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC), por exemplo, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). “Viemos também para trazer esse espírito de universidade com ensino superior de qualidade, professores de excelência e promoção de Ensino, Pesquisa e Extensão para construir conhecimento e crescimento estrutural e educacional”, afirmou Fernanda Porto, mencionando que apesar de existir demanda regional, no momento não há recursos financeiros do governo para implantação de novos cursos.

Com esforço conjunto para criá-lo, mantê-lo vivo e em desenvolvimento, várias lideranças políticas da região trabalharam para que o campus da UEM fosse instalado em Ivaiporã, exemplos do ex-governador Orlando Pessuti, ex-prefeito Luiz Carlos Gil, o prefeito Miguel Amaral, vice-prefeitos, vereadores, deputado federal Sérgio Souza, que conseguiu R$8 milhões para a construção do bloco principal, recurso para pavimentação do pátio; além do médico Orlando Sanchez, que fez parte dos Amigos da UEM, entidades de classe como Associação Comercial Industrial e de Serviços de Ivaiporã (Acisi), clubes de serviço (Maçonaria, Lions e Rotary Club). “O grupo que está a frente da direção do campus chegou quando a UEM estava com três anos de vida e ainda começando esse projeto fantástico que a sociedade ivaiporãense desejava. Podemos dizer que a implantação da UEM aqui é graças ao anseio da sociedade, e por isso, ela tem um grande carinho de todo o Vale do Ivaí. Hoje nós estamos colhendo esse fruto plantado por pessoas que sonhavam em manter seus filhos estudando aqui e com o ensino superior trazer dignidade, conhecimento científico e tecnológico para essa região, e esse campus é uma grande vitória pelo esforço e dedicação de cada um que passou por aqui nesse período”, destacou o professor Ricardo Carminato, que foi diretor do CRV UEM de 2014 a 2019.

Carminato lembrou que quando foi diretor as obras do bloco principal que estavam paradas e foram retomadas para em 2018 ser inaugurado e atender a comunidade acadêmica com as mínimas condições para um ensino de ótima qualidade. Vale lembrar que até 2018, o campus funcionava no mesmo prédio do Colégio Estadual Barão do Cerro Azul. “A universidade veio para o Vale do Ivaí para suprir uma carência de ensino, conhecimento e cultura, sabendo que os próximos anos não serão fáceis, mas o grupo que está na direção é muito determinado para que o campus aconteça”, ressaltou o professor.

O prefeito Miguel Amaral disse que a vinda da UEM para Ivaiporã e região foi uma grande conquista, destacando a luta de diversas lideranças para a implantação do ensino público em Ivaiporã, que chegou quando o então governador Orlando Pessuti assinou o ato de criação do Campus Regional Vale do Ivaí da Universidade Estadual de Maringá. “Desde então já conseguimos a construção do bloco I e estamos com um recurso de R$ 8 milhões no Ministério da Educação para licitar e iniciar a construção de mais um bloco, trazendo mais cursos para a UEM e dando oportunidade para as pessoas de estudar em uma universidade pública”, afirmou o prefeito.

Infraestrutura

O campus de Ivaiporã tem área de 52.663,72 m². O complexo esportivo, cedido pela prefeitura em 21 de março de 2011, é formado por pista de atletismo, campo de futebol com medidas oficiais (o único da região) e o Ginásio de Esportes Sapecadão, o segundo maior do Estado do Paraná e local de realização não só de práticas esportivas, mas também das colações de grau da UEM.

Doado pela prefeitura na mesma data do complexo esportivo e construído a partir de recursos financeiros do Governo do Paraná, no Bloco I-01 há a Biblioteca Setorial do Vale do Ivaí, oito salas de aulas, salas administrativas e de professores. Com ambientes climatizados e estrutura de multimídia, esse espaço didático-administrativo em Ivaiporã pôde ser inaugurado somente em 29 de outubro de 2018, tornando-se a sede própria do CRV, que até então funcionava no Colégio Estadual Barão do Cerro Azul. “A política da Universidade Estadual de Maringá é caracterizada pelo desenvolvimento regional e nós acreditamos nesse projeto de vida e de instituição. Os profissionais que saíram daqui estão atuando em sua maioria na região”, afirmou a diretora, citando que serviço social formou 120, educação física 81 e história 78 profissionais.

Exemplos de sucesso

Alguns ex-alunos que estudaram no campus de Ivaiporã falaram sobre a importância da UEM na vida acadêmica e posteriormente na trajetória profissional fora da universidade.

Pedro Menegaldo, formado em educação física no início de 2016, mestre em Avaliação de Políticas Públicas de Esporte, e atualmente cursando doutorado no campus sede da UEM, em Maringá, agradeceu aos professores que contribuíram com muito conhecimento e experiências, tanto pela grade curricular do curso como pelo envolvimento com projetos de pesquisa e de extensão ofertados pela universidade, e comentou sobre os desdobramentos da formação profissional vinculado a graduação. “A UEM portas e oportunidades em minha vida, após a conclusão do curso no início de 2016, tive a oportunidade de trabalhar em instituições importantes de desenvolvimento de ações esportivas e também no campo educacional, acho que isso perpassa a formação qualificada que o campus me proporcionou. Além disso, ainda quando cursava a graduação já queria seguir carreira acadêmica, o envolvimento nos projetos e estímulo dos professores tem grandes contribuições nessas escolhas, sendo que no final de 2016 consegui a aprovação para cursar o mestrado em Educação Física no campus sede da UEM em Maringá, vindo a desenvolver um estudo sobre avaliação de políticas públicas de esporte, defendido e aprovado no início do ano passado. Ainda em 2019, logo após a conclusão do mestrado, consegui adentrar no curso de doutorado da UEM, onde em breve estaremos dando novas contribuições para área de Educação Física. Acredito que tudo que venho trilhando, tenho muito a agradecer a UEM de Ivaiporã, onde tive a oportunidade de estudar em minha cidade e perto de minha família, trata-se de uma instituição pela qual tenho grande admiração e orgulho, fico feliz por ela estar completando 10 anos, tenho certeza que tem muito a contribuir e fazer a diferença na vida das pessoas de Ivaiporã e região”, disse.

Por sua vez, a assistente social do CREAS, de Lidianópolis, e mestranda em Ciências Sociais no campus de Maringá, Alana Vanzela, que se formou no final de 2016, revelou que a UEM foi um divisor de águas na vida dela. “Graças ao Vale do Ivaí ter uma universidade pública, gratuita e de qualidade, tive a oportunidade de fazer o curso superior e consegui passar em concursos públicos nos municípios de Lunardelli e Lidianópolis, onde atuo como assistente social. Tenho grande afeto por essa universidade, agradeço aos professores que passaram pela minha formação e entendo que a UEM no Vale do Ivaí é essencial, e que a população deve fortalecê-la para que ela permaneça por muitos anos mudando vidas”, ressaltou.

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