Estiagem prejudica captação de água no Norte do Estado

Rio Ivaí, no trecho entre São João do Ivaí e São Pedro do Ivaí, está com um dos níveis mais baixos desde a colonização da região. Por: Andynho - Lunardelli

Rio Ivaí, no trecho entre São João do Ivaí e São Pedro do Ivaí, está com um dos níveis mais baixos desde a colonização da região

Fonte: Andynho - Lunardelli

O Paraná enfrenta a maior estiagem dos últimos 20 anos e a chuva registrada na semana passada não trouxe qualquer mudança de cenário. O Decreto 4626, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e publicado no Diário Oficial na quinta-feira, dia 7 de maio, estabelece situação de emergência hídrica por 180 dias no Paraná. O objetivo é agilizar processos e dar prioridade ao uso da água para consumo humano em todo o Estado. A situação mais crítica, neste momento, concentra-se em cidades das regiões Oeste e Metropolitana de Curitiba, onde o racionamento de água está implantado.

Na região Norte, rios e poços utilizados pela Sanepar para captação de água também estão com níveis cada vez mais baixos. Na região Nordeste, a Sanepar aplica planos contingenciais visando o abastecimento regular em 18 sistemas, onde rios ou poços estão com vazão até 80% menor do que a média histórica: Apucarana, Lunardelli, Borrazópolis, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul, Faxinal, Mauá da Serra e Distrito de Pouso Alegre em Jardim Alegre, no Vale do Ivaí; além de cidades no Norte Pioneiro.

A Sanepar lançou mão de diversas ações desde o ano passado para evitar uma crise maior nestas localidades. Nos últimos 30 dias, os esforços foram intensificados. Antecipação de cronograma de empreendimentos, compra de novos equipamentos para melhorias operacionais e obras emergenciais estão entre as ações dos planos contingenciais implantados. Há situações em que caminhões-pipa dos sistemas em melhores condições operacionais enchem reservatórios com água de municípios vizinhos.

“Não temos hoje a necessidade de implantarmos rodízio em nossa região, mas estas são alternativas a serem discutidas caso haja um agravamento da crise hídrica. O decreto estadual publicado nesta quinta-feira permite que a Sanepar faça uso de todos os recursos possíveis para salvaguardar o abastecimento público, especialmente visando a saúde da população”, explica o gerente geral da Sanepar na Região Nordeste do Paraná, Rafael Malaguido.

Neste período de isolamento social por causa da pandemia do Coronavírus (Covid-19), a Sanepar registrou aumento médio de 10% no consumo de água em cidades da Região Nordeste. Este índice compara março e abril de 2020 com 2019. Além da intensificação dos hábitos de higiene para evitar a doença, a falta de chuva, o calor e o tempo seco também contribuíram para que a população consumisse mais água.

A orientação é fazer o uso prioritário da água para alimentação e higiene pessoal. Lavagem de veículos e calçadas deve ser adiada até a normalização das chuvas. Deve-se fechar torneiras para ensaboar mãos, corpo e louças e enxaguar de uma só vez. Também é importante observar vazamentos especialmente no vaso sanitário e manter reguladas as válvulas de descarga.

A Sanepar não aplicou reajuste tarifário, por determinação da Agepar, em função da pandemia, e está postergando o pagamento das contas da Tarifa Social para minimizar os impactos econômicos para essas famílias.

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