Estudantes adaptam rotina ao ensino a distância

Maria Eduarda Amaral Gallo, 16 anos, estudante do 3º ano do ensino médio. Por: Divulgação

Maria Eduarda Amaral Gallo, 16 anos, estudante do 3º ano do ensino médio

Fonte: Divulgação

Implantado há pouco mais de um mês pela Secretaria Estadual de Educação (Seed), em razão da pandemia da Covid-19, o sistema de Educação a Distância (EAD), é a alternativa que estudantes têm à disposição enquanto as escolas estiverem fechadas e as aulas presenciais suspensas. A medida é para evitar aglomerações e diminuir a circulação do coronavírus.

Um pacote com diferentes ações vem sendo implementado pelo governo do Estado, que agora lança mão de aulas por meio de TV, canais no Youtube e aplicativos de celular para encaminhar conteúdos aos estudantes da rede pública. A modalidade conta como dia letivo e exige pontuação dos alunos por desempenho.

O aluno da rede estadual consegue acessar o Google Classroom, por meio do aplicativo Aula Paraná, sem consumir os dados, e assim dar continuidade aos estudos usufruindo de todos os benefícios da plataforma da Google.

Com isso, os estudantes estão tendo que se adaptar à nova rotina de estudos. Para Maria Eduarda Amaral Gallo, 16 anos, que está cursando o 3º ano do ensino médio no Colégio Estadual Idália Rocha, a adoção das aulas remotas não está sendo nada fácil. “No começo foi difícil acostumar com os novos horários, novos professores, novos métodos de ensino. Agora, passo praticamente o meu dia todo estudando para poder dar conta das atividades e entender a matéria”, considerou Maria Eduarda.

A estudante comentou que, diariamente, recebe várias atividades por meio dos canais de comunicação e, após realizar as tarefas, mostra e interage remotamente com os professores, que tiram dúvidas sobre os conteúdos. No entanto, ela ponderou que percebeu algumas desvantagens no método. “Em minha opinião, o ensino à distância não é muito eficaz pelo fato de que muitos alunos não assistem às aulas ou não se concentram e não compreendem o que está sendo repassado, pela falta de foco da câmera. Estou tentando me adaptar e aprender dessa forma, mas com certeza prefiro aula presencial”, opinou.

Raissa Teixeira Alexandre, 14 anos, é aluna do 9º ano do ensino fundamental

Raissa Teixeira Alexandre, 14 anos, é aluna do 9º ano do ensino fundamental

Se o EAD é um desafio para todos os estudantes, para Maria Eduarda que, está prestes a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio e vestibulares, é ainda maior. “Vai ser bem difícil, porque não estou conseguindo ter o mesmo aproveitamento nas aulas à distância que teria na presencial, onde eu conseguia realmente aprender e tirar dúvidas”, reconheceu.

As vídeoaulas também mudaram bastante a rotina de Raissa Teixeira Alexandre, de 14 anos. “São várias atividades, mas eu acho que é muito melhor as aulas em EAD do que estarmos em contato com outras pessoas, por conta do vírus”, afirmou a estudante do 9º ano do ensino fundamental do Colégio Estadual Idália Rocha.

A jovem explicou que o tempo dedicado aos estudos aumentou porque os professores têm várias turmas, ou seja, vários alunos. “Então eles acabaram não dando a atenção necessária para tirar dúvidas como em uma aula presencial”, justificou Raissa Teixeira, lembrando que, por meio do aplicativo Classroom, os alunos conseguem enviar trabalhos, entre outras atividades valendo presença e notas.

No entanto, a estudante ressaltou que é possível se adaptar à nova metodologia de ensino. “Claro que não é a mesma coisa do que a aula presencial, pois temos os professores em sala para tirar nossas dúvidas, mas com um pouco mais de esforço podemos ter um bom aproveitamento”, argumentou.

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