Ivaiporãense com Covid-19 fala sobre a doença

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“O comportamento desse vírus é maluco, muito estranho mesmo”, esse é o relato de uma ivaiporãense que foi diagnosticada com a Covid-19 e está em isolamento domiciliar, na área rural de Ivaiporã, desde o dia 20 de março. Além dela, a irmã e a mãe também testaram positivo para a doença. As duas últimas já estão curadas da doença, pois os exames mostraram a presença de anticorpos que combateram o vírus. Já a personagem da reportagem, que pediu para não ser identificada, ainda não tem a confirmação da presença de anticorpos no organismo. As três fizeram exames em laboratórios particulares e informaram o resultado dos testes ao Departamento Municipal de Saúde.

Ela faz tratamento oncológico há 8 anos, com uso de medicação oral e, por isso, tem a imunidade baixa. Quando sentiu os primeiros sintomas, em meados de março, ela resolveu se isolar, pois com imunidade baixa, sempre que tem uma gripe ou virose, procura evitar aglomerações e faz uso de vitamina C e D, com acompanhamento médico e exames regulares.

Os primeiros sintomas dela não estavam associados a uma gripe, como imagina a maioria das pessoas. “Eu senti dores abdominais, tontura, náuseas, um cansaço absurdo; mas como faço o tratamento oncológico, achei que estava com uma virose e meu corpo estivesse reagindo de alguma forma”, comenta.

Já a irmã faz tratamento de asma e, no mesmo período, começou a sentir sintomas, como muita falta de ar. Ela foi a Londrina e procurou um pneumologista, onde fez tomografia e uma série de exames, inclusive para gripe, mas até então o médico não tinha avaliado a possibilidade de ser Covid-19. “Quando ela voltou a Ivaiporã e estava com muita falta de ar, resolveu fazer o exame particular e atestou positivo para a Covid, mas já com a presença de anticorpos, o que significa que ela estava curada”, comenta.

A partir desse diagnóstico, ela e a mãe foram fazer o exame, que deu positivo para ambas. Mas ela explica que os sintomas foram totalmente diferentes nas três. A mãe, por exemplo, teve muito mal estar e indisposição, além de uma febre muito leve. “Igual para nós três foi um cansaço absurdo”, comenta.

Ela disse que quando recebeu o resultado do exame, achou que iria morrer e teve uma crise muito grande de ansiedade. “Tive a impressão que estava com falta de ar e tosse e outros sintomas que eu nunca tinha sentido; entrei em contato com os médicos que me acompanham e eles me puseram em contato com uma infectologista; fiz uma consulta on-line e fui tranquilizada, pois devido ao tempo que eu tive os primeiros sintomas, eu não evoluiria para a forma grave”, relata.

Ela não sabe como se contaminou, só saiu da cidade no início de março, quando esteve em Londrina. “Sei que cada organismo reage de uma maneira e o meu, em função do tratamento que faço, tem um tempo diferente dos demais, mas preciso manter a calma para que meu organismo possa reagir melhor e produzir logo os anticorpos”, cita.

Ela ressalta que é preciso que as pessoas se cuidem, pois o vírus está circulando e não se sabe onde. “Eu desenvolvi a forma leve da doença, que poderia estar mais grave e não ter sobrevivido; parece ser uma loteria, uma questão de sorte, minha irmã tem bronquite e ficou com sequelas no pulmão e não sabe se isso vai reverter; minha mãe que é idosa, tem comorbidades, teve apenas sintomas mais leves que nós duas. Acho que ninguém sabe como o próprio organismo vai reagir e, por isso, a melhor maneira é se prevenir”, disse.

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