Voluntárias produzem máscara para doação

Soraia Fernandes já confeccionou mais de 500 máscaras com ajuda de outros voluntários. Por: Divulgação

Soraia Fernandes já confeccionou mais de 500 máscaras com ajuda de outros voluntários

Fonte: Divulgação

Em pleno outono, o acessório que se faz mais necessário no momento não é encontrado em lojas de moda, mas feito por costureiros, artesãos ou à própria mão. As máscaras de pano são sugeridas por órgãos de Saúde e pelo Governo para a prevenção à COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus. Com essa indicação, surgem modelos diferentes, com várias estampas e cores. Mas além de ser acessório, ela pode salvar vidas.

Pensando nisso, várias pessoas já entraram nessa verdadeira corrente do bem e decidiram aproveitar o tempo livre para confeccionar máscaras de proteção e doar para quem precisa.

Uma dessas voluntárias é a dona de casa Soraia Fernandes da Silva, moradora da Vila Nova Porã, em Ivaiporã. A ideia surgiu a partir do início da quarentena, quando ela e o marido Sérgio compraram máscaras de proteção pensando em proteger a família, uma vez que a filha Maria Clara sofre de asma. “Queríamos ajudar de alguma maneira, lembrei que tinha uma máquina, que não usava há bastante tempo, e pensei em fazer máscaras; vimos um vídeo sobre corte e tamanhos e, desde então, já fizemos quase 500 máscaras”, contou.

Ela ressaltou que, além da ajuda do marido e da filha, que fazem o corte e os arremates, também tem muita gente que, nesses quase 2 meses, entregou máscaras, empacotou, doou tecido, pediu tecido e, principalmente, está usando máscaras, se protegendo e protegendo os outros. “Pessoas vinham em meu portão pedir máscaras e voltavam com retalhos, linhas usadas, pedaço de elástico, outros entregavam à noite, depois do serviço; também teve quem doou muito tecido e ainda entregava no domingo”, exemplificou.

Florides Maia costura e faz doação para Ivaiporã e Lidianópolis

Florides Maia costura e faz doação para Ivaiporã e Lidianópolis

As máscaras são doadas, principalmente, para as pessoas mais carentes e dos grupos de risco, mas a voluntária relatou que o equipamento de proteção já foi doado para as Unidades de Pronto Atendimento, Pronto Atendimento Municipal e para a 54ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Ivaiporã, bem como para propriedades rurais do município. “Também costuro para o Instituto de Saúde Bom Jesus, com um grupo de voluntárias, eles trazem e levam as costuras. Costuramos roupas para UTI e máscaras para os profissionais de saúde, pois queremos nos sentir úteis para que consigamos passar por esse período”, afirmou Soraia.

As máscaras são confeccionadas com tecido duplo lavável (tricoline), mas com as doações já foram produzidos acessórios de vários outros tecidos. “Produzir máscaras está me fazendo bem, me sinto útil e feliz em estar ajudando e fazendo a diferença na vida das pessoas”, completou a voluntária, aproveitando para agradecer a todos que já colaboraram com a iniciativa.

Por sua vez, a professora aposentada Florides Bernardelli Maia, que reside em Lidianópolis, se sensibilizou com a situação provocada pela pandemia e, como sempre teve o hábito de costurar em casa, viu a possibilidade de ajudar. A partir de um pedido da neta Alana Maia, que é cirurgiã dentista, e trabalha em uma clínica odontológica em Ivaiporã, Florides começou a confeccionar máscaras para serem doadas aos pacientes que frequentam a clínica.

Ela frisou que é a única responsável pela produção das máscaras, em um quartinho de costura que conserva dentro de casa. “Foram feitas aproximadamente 50 máscaras para Ivaiporã e algumas que estou fazendo para minha família e conhecidos aqui em Lidianópolis”, encerrou a aposentada.

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