Mulheres que optaram pela adoção contam experiência de ser mãe

Silvia Nunes e o filho de 9 anos. Por: Divulgação

Silvia Nunes e o filho de 9 anos

Fonte: Divulgação

No próximo domingo, 10 de maio, será comemorado o Dia das Mães, e o Paraná Centro reuniu histórias de mulheres que encontraram na adoção, o verdadeiro sentido da palavra mãe.

Mãe de um menino adotivo, a diretora do Colégio Panamericano, de Ivaiporã, Silvia Letícia Nunes, sempre desejou seguir o caminho da adoção, nutrida por um sonho dos pais dela, que tiveram três filhas biológicas e alimentavam o sonho de um dia adotar um menino, fato que aconteceu em meados do ano 2000. “Em meu peito batia forte o desejo de me tornar mãe biológica. O tempo passou, e me tornei tia e madrinha, sobrinhas e afilhados, chegaram à minha vida e encheram meu coração de amor e zelo. Mas continuava aceso o desejo de ser mãe, então me inscrevi para adoção, sem muitas objeções de idade, cor e sexo, pois este fator dificulta uma adoção”, apontou.

A professora comentou que gestou o filho por três anos, até o dia do nascimento, em 23 de setembro de 2016, quando chegou à vida dela o menino M.F.N, de 6 anos, que havia passado 4 anos em um abrigo de Ivaiporã, e que a partir daquele momento havia se tornado o filho do coração de Silvia. “A partir deste dia, iniciamos uma nova história em nossas vidas; logo após a adoção, ele me chamou de mãe. Hoje, ele é um menino de 9 anos, saudável e alegre, apesar de tudo que experimentou. Acredito que sua história o fez ser uma pessoa decidida e tolerante a frustrações. Hoje, me sinto mãe, meu coração se preencheu e sou realizada, vivo intensamente o ato de ser mãe. Sei que ser mãe é estar do lado, ensinar os caminhos do bem, proteger quando necessário, corrigir quando preciso for e participar sempre da vida dele”, explicou Silvia, ao agradecer a Deus pelo dom de ser mãe e aos pais que cultivaram nela o sentimento de amor ao próximo.

Elza Passos e o marido com os filhos Ueliton e Eduardo

Elza Passos e o marido com os filhos Ueliton e Eduardo

No caso de Elza Passos Batista, que é mãe adotiva de dois meninos, a oportunidade da adoção surgiu após mais de 10 anos de casada e tratamentos para engravidar que não deram resultado. Sendo assim, o casal se cadastrou na fila de adoção, fez todos os procedimentos necessários e, com menos de três anos, Elza Passos recebeu ligação do Fórum informando que havia dois meninos, de 4 e 9 anos no abrigo para adoção. “Inicialmente, nós queríamos crianças de 0 a 3 anos, mas fomos ao abrigo e foi amor à primeira vista entre os meninos e nós; aí começamos a trazê-los para casa nos fins de semana e fomos nos apegando até que ficaram aqui definitivamente felizes e realizados com os pais. Nossa missão é ensinar os caminhos certos para que eles se tornem cidadãos de bem. Sou amorosa e corrijo quando precisa”, afirmou Elza Passos.

De acordo com ela, o principal receio de adotar era quando os filhos de coração descobrissem que não eram biológicos, mas, no caso de Ueliton Passos Batista e de Eduardo Passos Batista, ambos já tinham idade para entender a situação. “Adotar requer responsabilidade e comprometimento, dialogando e mostrando exemplos de como ser cidadãos de bem”, frisou.

Comentários