Biomédica explica atuação profissional no combate a Covid-19

Biomédica fala da importância da ciência na investigação da doença. Por: Divulgação

Biomédica fala da importância da ciência na investigação da doença

Fonte: Divulgação

O mundo segue tentando entender a pandemia da Covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até o final de abril, a doença já havia infectado mais de 64 mil pessoas com 4.344 mortes e 8510 pacientes recuperados.

O novo coronavírus vem de uma família de vírus de RNA com envelope, que podem causar doenças respiratórias, que vão desde um resfriado comum até uma síndrome do sistema respiratório agudo, que pode ser fatal. Trata-se de um vírus que infectava animais e sofreu uma mutação, passando a infectar seres humanos. É composto por várias famílias que infectam apenas os animais, alguns que afetam os homens com resfriados comuns e três tipos que podem causar doenças respiratórias graves no homem, que são o Mers-cov, o Sars-cov e o último o Sars cov-2, descoberto na China, no final de 2019; este que estamos enfrentando na pandemia atual da Covid-19.

Em meio à pandemia, a Biomedicina se mostra cada vez mais importante no estudo e diagnóstico viral. A biomédica do Laboratório Modelo e tutora da Uniasselvi, Francyhellen Franco Montanha, contextualizou e explicou a importância da atuação profissional com os demais da área da saúde, que estão no dia a dia em contato com os infectados, como médicos e enfermeiros, sobre diagnóstico, análises clínicas e pesquisa, além de orientar a população como se cuidar e se prevenir da Covid-19. “A transmissão ocorre por meio de gotículas, então a orientação é se precisar sair de casa, utilizar máscara, evitando tocar nelas, usar as alças da máscara para manipulá-las, protegendo assim as vias aéreas e diminuindo substancialmente a possibilidade de infecção,”, esclareceu a biomédica, lembrando que se deve lavar bem as mãos com água e sabão sempre que possível, e o uso de álcool em gel e álcool 70%.

No Brasil, dois biomédicos foram os responsáveis pelo mapeamento do genoma do coronavírus. Jaqueline Góes de Jesus e Cláudio Tavares Sacchi coordenaram a equipe de cientistas que publicaram a sequência do vírus em apenas 48 horas, após o primeiro caso do novo coronavírus ter sido confirmado no país, enquanto em outros países, a média foi de 15 dias.

Segundo a biomédica, o mapeamento é essencial para entender a origem da epidemia e estudar formas de prevenção, desenvolver vacinas e testes diagnósticos, remédios e cura do vírus.

Ela acrescentou que, em se tratando de diagnóstico laboratorial, o exame pode ser feito por meio de técnicas de Biologia Molecular, como o exame confirmatório RT-PCR, que quer dizer Reação em Cadeia da Polimerase da Transcriptase Reversa em Tempo Real, que analisa o material genético do paciente, que vai direto para o Laboratório Central do Estado, que identifica se está contaminado. “A atuação do biomédico e da ciência por meio dos pesquisadores é fundamental para a descoberta de uma vacina ou medicamento contra o coronavírus”, ressaltou a profissional.

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