Animais de estimação sentem mudanças na rotina provocada pela quarentena

Acadêmica de letras, Isadora Zurlo, fala sobre mudanças comportamentais de Honda na quarentena. Por: Divulgação

Acadêmica de letras, Isadora Zurlo, fala sobre mudanças comportamentais de Honda na quarentena

Fonte: Divulgação

A necessidade de adotar um regime de quarentena ou permanecer o máximo de tempo possível em casa é uma indicação que vem sendo constantemente incentivada por governantes e autoridades da saúde em todo mundo, desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A medida tem se mostrado, até o momento, uma das orientações mais eficazes no combate à pandemia, entretanto, a mudança na rotina e a falta dos passeios têm modificado o comportamento de alguns animais de estimação.

Honda, uma cadela de 3 anos de idade, da raça Akita, é o xodó da ivaiporãense Isadora Zurlo, que começou a cursar Letras/Português na Universidade Estadual de Londrina (UEL), mas que devido a pandemia, teve as aulas suspensas, e voltou a ter convívio diário com o animal de estimação.

A estudante relatou que Honda era acostumada a dar vários passeios pela redondeza nos fins de tarde, mas que, com a pandemia, esse cenário mudou, completamente, e o animal passou a apresentar sinais de estresse. “Ela passou a apresentar comportamentos demonstrando muito estresse, ficando a maior parte do tempo nos fundos de casa e comendo as próprias fezes”, contou.

Para minimizar esses efeitos apresentados pelo animal, Isadora Zurlo disse que tem buscado alternativas para distrair o animal de estimação, utilizando brinquedos, ursos de pelúcia e garrafas pet para que o animal de grande porte gaste energia durante a quarentena. “Saí para dar uma volta com ela e evitar que continuasse comendo as próprias fezes, mas depois da confirmação do caso positivo aqui em Ivaiporã, não saio mais”, argumentou a jovem.

O médico veterinário Fernando Salla explicou que os pets são muito dependentes dos proprietários e recomendou que, mesmo no período de reclusão, o ideal é que eles tenham espaço adequado para brincar com bolinhas e que recebam atenção dos tutores. “A percepção de reclusão da maioria dos pets não chega ser tão problemática, porque eles ficam sozinhos em casa quando os proprietários vão trabalhar. Nesse período de isolamento social das pessoas, o animal passa a ter mais tempo de convívio com os donos, o que acaba reduzindo os sinais de estresse”, ressaltou o veterinário.

Com relação à higiene, o profissional orientou que os animais devem ser limpos ou escovados pelo menos uma vez por dia (animais de pelo longo devem ser escovados) e banhos a cada semana, que podem ser feitos em pet shops ou na própria casa, se o animal for de pelo curto.

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