Atleta paralímpico de Cruzmaltina aprova adiamento das Paralimpíadas

Antes da quarentena, Edevaldo Silva estava treinando em São Paulo. Por: Divulgação

Antes da quarentena, Edevaldo Silva estava treinando em São Paulo

Fonte: Divulgação

Em decisão divulgada no dia 24 de março, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Paralímpico Internacional (CPI) optaram por adiar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020 para 2021, por causa da pandemia de coronavírus.

Edevaldo Pereira da Silva, 7º colocado nas Paralimpíadas Rio 2016 no lançamento do dardo, classe F44, fazendo a melhor marca da carreira e recorde sul-americano, repercutiu o assunto em entrevista ao Paraná Centro, lembrando que, pela 1ª vez desde a 2ª Guerra Mundial, os Jogos Olímpicos são adiados.

O atleta que é natural de Dinizópolis, distrito de Cruzmaltina, disse que a decisão das entidades que regem o esporte foi justa e ressaltou que o adiamento vai preservar a saúde e integridade física dos atletas, que agora poderão ter as mesmas chances de se preparar para os Jogos assim que tudo passar. Por outro lado, interrompe o ciclo de preparação de 4 anos.

Edevaldo Silva ainda está buscando vaga para as Paralimpíadas de Tóquio e, antes de entrar em quarentena, tinha sido convocado e estava com a seleção brasileira de atletismo, participando do segundo período de treinamento prolongado, que começou no dia 1º e tinha previsão de término no dia 28 de março, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

Por conta da Covid-19, o cenário de competições da modalidade é incerto, tendo em vista que o Open Internacional e o Desafio CPB/CBAT, competições que poderiam garantir a Edevaldo o índice para os Jogos de Tóquio foram canceladas. “Com o adiamento das Paralimpíadas, não haverá mais competições classificatórias no Brasil esse ano, mas estou treinando em casa, com foco em manter ou melhorar as marcas. Estou disputando a vaga com outros dois atletas e todos com nível forte e chance de medalha em Tóquio, onde quero estar representando Cruzmaltina, o Vale do Ivaí e o Brasil”, afirmou Edevaldo Silva, lembrando que ainda em 2020 estão programadas as disputas do Campeonato Brasileiro, etapas nacionais do Circuito Caixa, Campeonato Paranaense e Parajaps.

Em 2021, Edevaldo Silva terá 40 anos e, em caso de classificação, acredita que a experiência pode ser o trunfo dele na busca por medalha no maior evento esportivo do planeta. “No esporte paralímpico, a idade conta na questão do porte físico, mas se você estiver bem preparado dá para competir em alto nível, sem que a idade pese. Eu acredito que poderei usar a experiência a meu favor”, apostou o atleta, que agradeceu o técnico Cleverson Oliveira da Silva e os apoiadores do paradesporto na região.

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