Terapia auxilia no tratamento de autistas

Equipe multidisciplinar explica como funciona tratamento pela terapia Aba. Por: Divulgação

Equipe multidisciplinar explica como funciona tratamento pela terapia Aba

Fonte: Divulgação

Na quinta-feira, 2 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que afeta comportamentos e habilidades sociais, está presente na vida de milhões de pessoas no mundo todo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo 2 milhões somente no Brasil. Estima-se que uma em cada 88 crianças apresenta traços de autismo, com prevalência cinco vezes maior em meninos.

Uma equipe multidisciplinar especializada no assunto conversou com o Paraná Centro e esclareceu como funciona o atendimento ao autismo pela ciência ABA, que tem por objetivo traçar um plano estratégico, visando diminuir comportamentos esteorotipados, que trazem prejuízo para o indivíduo, ou seja, a terapia flexibiliza a necessidade de cada paciente. “A terapia ABA é uma ciência baseada em observação, investigação e experimentação para entender os comportamentos inadequados apresentados pelas crianças e, a partir daí, é desenvolvido um plano para minimizar esses comportamentos e melhorá-los”, resumiu a psicóloga Ana Rafaela Bertoncine Ruas.

Conforme a terapeuta ocupacional Tânia Carolina Barbosa, o autismo é caracterizado por diversos graus de deficiência em habilidades de comunicação e interações sociais e por padrões de comportamento restritivos e esteorotipados, tornando-se uma criança com desenvolvimento fora dos padrões normais. “O ABA vem para tratarmos desses comportamentos e da interação social de uma forma a restringi-los para que a criança consiga ter uma boa interação social, sem ficar presa no mundo dela”, completou a terapeuta ocupacional.

Segundo Ana Rafaela Bertoncine, é comum associar o autismo a crianças que têm dificuldade de socialização, no entanto, isso nem sempre é realidade. “O que vai diferenciar uma criança com autismo ou não é o grau dela dentro do espectro e o quanto ela é funcional, ou seja, se está se comportando de acordo com o ambiente”, ressaltou a psicóloga, que enumerou pouco contato ou ausência do sorriso social, não ouvir o chamado, não acompanhar mais de um estímulo, não se envolver em brincadeiras ou brincar de forma disfuncional e a restrição de interesse, alguns dos indícios apresentados por quem tem o transtorno.

Assim, o trabalho com as crianças é feito no sentido de estimular atividades de vida diária como ir ao banheiro, comer sozinha, tomar banho, entre outras.

De acordo com a psicopedagoga Cátia Regina Gianesini Ramos, o apoio da família de uma criança com TEA é fundamental para estimular os comportamentos em todos os contextos em que a criança está inserida. “O papel do psicopedagogo no atendimento com autista consiste em elaborar estratégias que buscam criar ou resgatar um vínculo positivo com a aprendizagem, otimizando o processo frente às possíveis limitações da criança ou adolescente. Além de favorecer a inclusão do autista na escola de ensino regular, orientando os professores acerca das individualidades daquele autista, sugerindo adaptações curriculares pedagógicas e metodológicas”, exemplificou.

Para a fonoaudióloga Emylyn Morais Barbist, que atua na área de distúrbios de linguagem, fala, voz, motricidade orofacial e leitura e escrita, o papel da fonoaudiologia consiste em auxiliar esse autista a se comunicar da melhor forma que ele conseguir, podendo ser através da fala, de gestos suplementares a fala ou até mesmo figuras. “O foco do trabalho é dar autonomia para que esse indivíduo se expresse através da linguagem, para que ele seja entendido e possa entender o mundo lá fora”, descreveu.

A equipe havia programado o 1º Piquenique dos Autistas de Ivaiporã, mas por conta das recomendações das autoridades de saúde para conter o avanço do novo coronavírus, o evento foi adiado para uma nova data a ser definida.

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