“O isolamento social é uma arma importante para combater o coronavírus”

Claudeney Martins defende isolamento social no combate ao coronavírus. Por: Antonello Nadal

Claudeney Martins defende isolamento social no combate ao coronavírus

Fonte: Antonello Nadal

Desde dezembro de 2019 o mundo está acompanhando assustado a disseminação do novo coronavírus, o Covid-19. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou o vírus uma pandemia no último dia 13 de março e, desde então, países estão enfrentando graves surtos e impondo a quarentena como uma solução para conter a disseminação da doença.

No Brasil, o primeiro caso do novo coronavírus foi confirmado no final do mês de fevereiro. Atualmente, são dezenas de mortes e autoridades sanitárias estão preocupadas com a disseminação exponencial do vírus.

Em meio ao surto, o Ministério da Saúde publicou uma Portaria com regras sobre a adoção do isolamento e da quarentena. O objetivo do isolamento domiciliar é retardar e evitar a disseminação do vírus, visando o achatamento da curva da epidemia.

O diretor do Departamento Municipal de Saúde de Ivaiporã, Claudeney Martins, defendeu o isolamento social baseado no percentual médio de mortes no mundo, que gira em torno de 3,5 a 3,8% por casos registrados, em comparação ao índice da Coréia do Sul, que não chega a 1%, país com melhor desempenho mundial. “O isolamento social apresentou bons resultados em países como Coréia do Sul e China, que fecharam as portas do comércio e fizeram as pessoas ficarem em casa, além dos testes rápidos para identificar pessoas infectadas e tratá-las”, defendeu o diretor municipal de Saúde.

Por outro lado, Claudeney Martins citou exemplos de Itália, Espanha e Estados Unidos, que demoraram a tomar medidas preventivas e, hoje, estão sofrendo com muitas mortes. “Esses países demoraram a agir e estão pagando caro por isso. Entendo a dificuldade do comércio, porque moramos em um município pequeno, mas temos que monitorar a situação semanalmente e fazer valer o decreto do prefeito Miguel Amaral, que prevê o isolamento social com exceção às atividades consideradas essenciais”, pontuou.

No entanto, Claudeney Martins destacou que a população precisa ter consciência e obedecer ao decreto municipal, visando diminuir os riscos, principalmente, para os idosos, que são 80% das vítimas fatais e pessoas com doenças crônicas, que podem apresentar problemas pulmonares em caso de contágio. “Se Ivaiporã, até o momento, não tem nenhum caso registrado, de vários analisados, significa que a estratégia do isolamento tem se mostrado eficiente, mas se as pessoas continuarem saindo de casa, corremos risco de perder o controle do coronavírus”, frisou, lembrando que uma pessoa saudável pode estar infectada e não apresentar sintomas, transmitindo o vírus para quem estiver próximo a ela.

Martins ressaltou que associado às medidas de isolamento, devemos reforçar os hábitos de higiene. Lavar as mãos com água e sabão ou álcool gel, ao espirrar utilizar o antebraço, evitar ambientes fechados ou aglomerados.

O achatamento da curva é importante para evitar que a rede de saúde enfrente um pico de casos, sem ter disponibilidade de mão de obra e material necessário para atender a todos os pacientes. “A projeção é de que o pico do coronavírus aconteça até 15 de abril, por isso, a importância do isolamento social, porque, caso contrário, o sistema de saúde não aguenta. Se houver um grande contingente de pessoas doentes ao mesmo tempo, não conseguiremos absorver e nem tratá-las decentemente, porque não há medicamentos, leitos e respiradores suficientes. O isolamento social é uma arma importante para combater o coronavírus; o descumprimento da lei municipal é uma grande irresponsabilidade, que pode custar caro lá na frente”, finalizou Claudeney Martins.

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