Golpes virtuais são aplicados na região

As redes sociais fazem parte do dia a dia das pessoas, contribuindo para o lazer, entretenimento, mas também com questões mais ligadas à rotina de trabalho, pagamentos e demais ferramentas que facilitam a vida dos usuários. Entretanto, aumenta a quantidade de golpes praticados por meio de aplicativos de celulares ou e-mail.

O empresário Paulo Machado da Silva recentemente teve o aplicativo de mensagens do celular clonado. Na ação, os criminosos enviam mensagens a amigos e familiares da vítima, pedindo dinheiro emprestado via transferência bancária. “Vários amigos enviaram mensagem para a minha esposa Silvana Muzy, questionando se meu Whatsapp tinha sido clonado porque estavam recebendo mensagens pedindo dinheiro emprestado. “Logo que descobri o golpe, entrei em contato com a Polícia Civil, que me orientou a fazer um Boletim de Ocorrência. Em seguida, liguei na operadora e bloqueei aquele número, e eles me instruíram para comprar um novo chip e reativá-lo no celular para eu voltar a ter o número novamente”, explicou.

Poucos dias depois, o empresário acessou a conta bancária e percebeu que o golpista havia feito três transferências bancárias para outra conta corrente, totalizando um prejuízo de mais de R$20 mil. “Comuniquei ao banco e o gerente pediu que eu fizesse um BO relatando o saque feito. Quando retornei ao banco, notei que o golpista havia feito uma antecipação de cartão, no valor de R$4 mil, mas o banco me ressarciu. Não tenho lembrança de nenhuma mensagem ou site suspeito para que alguém conseguisse acessar meus dados pessoais”, informou o empresário.

Outra fraude comum é a do boleto falso. No entanto, na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Ivaiporã (Acisi), não há registro de nenhuma reclamação de associados que tenham caído nesse tipo de golpe.

Conforme o secretário executivo da Acisi, José Maria da Rocha, em casos suspeitos, a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Norte e Noroeste do Paraná (Cacinor) informa as associações comerciais filiadas. “Na dúvida sobre algum boleto recebido de origem duvidosa, a orientação é ligar para o cedente, verificar se o documento foi emitido e quem deu origem”, afirmou José Maria da Rocha.

Comentários