Prova Paraná é aplicada nas escolas da rede estadual

Escolas cívico militares também participam da Prova Paraná

Escolas cívico militares também participam da Prova Paraná

“A Prova Paraná mostra quais são os conteúdos em que temos mais dificuldades e os professores conseguem nos ajudar mais a partir desses resultados. Nós mesmos conseguimos entender melhor nossas dificuldades”, explica a estudante Larissa Hammerschimidt sobre a Prova Paraná, cuja primeira edição de 2020 aconteceu nessa terça-feira, dia 18 de fevereiro, em todas as escolas estaduais e nas escolas de 398 municípios que aderiram ao programa, envolvendo mais de 1,2 milhão de alunos em todo o estado.

Aluna do 3º ano do Colégio Estadual Guarda Mirim, Larissa acertou o grande diferencial do programa da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte: oferecer um diagnóstico sobre a aprendizagem dos estudantes. De acordo com o secretário Renato Feder, esse diagnóstico auxilia as equipes gestoras e pedagógicas a aprimorarem o planejamento de aulas e ações em sala.

“O objetivo é ajudar os professores a entenderem tudo o que suas turmas aprenderam ou não aprenderam. A Prova Paraná é um instrumento de planejamento pedagógico, pois com os resultados é possível identificar exatamente quais conteúdos precisam ser reforçados em sala de aula e com cada aluno, já que as dificuldades não são sempre as mesmas”, explica Feder.

A diretora do CE Guarda Mirim, Debora Queiroz, conta que, para a escola, a Prova Paraná é um recurso completo: ajuda os estudantes a identificarem seus pontos de atenção e também auxilia o corpo docente a trabalhar para que os alunos avancem na aprendizagem.

“No ano passado, por exemplo, identificamos maior dificuldade dos alunos em matemática. Então focamos nesse conteúdo, com assessoramento de professores orientadores da disciplina do Núcleo Regional de Educação para buscar novas metodologias e recursos”, contou.

O estudante Rafael Nunes, do 2º ano do Ensino Médio, que hoje participou de sua quarta Prova Paraná, conta que os trabalhos realizados em sala após as avaliações ajudaram a sanar dúvidas e a entender melhor conteúdos que já haviam sido trabalhados. “Os professores repassaram os resultados, conversaram sobre o que erramos, explicaram novamente, então acaba sendo bom porque não é um simples teste de conhecimentos”, pontua.

Em 2020, o programa Prova Paraná tem novidades para a primeira edição, como a aplicação da prova de Língua Inglesa (com exceção dos 5º e 6º anos do Ensino Fundamental e EJA). A partir da segunda edição, prevista para acontecer nos dias 05 e 06 de maio, a Prova Paraná contemplará outras disciplinas.

A inclusão também está garantida com provas adaptadas para alunos com necessidades especiais. Foram produzidas 1,2 mil provas ampliadas e 141 avaliações escritas em Braille, atendendo a todos os alunos com necessidades especiais. Os estudantes cegos que não dominam o sistema Braille poderão realizar a Prova Paraná com auxílio do Dosvox, programa de computador que lê textos em formato TXT.

Ainda, a pasta vai orientar as escolas quanto aos estudantes com necessidades especiais que não as relacionadas à visão, como deficiência motora, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e surdez. Se necessário, esses alunos terão o tempo de prova flexibilizado, além do acompanhamento de um professor de apoio e até de guia-intérprete.

MODELOS– A aplicação da Prova Paraná tem duração de 2h (para 5º e 6º ano do Ensino Fundamental), 2h30 (para os demais anos do Ensino Fundamental e Ensino Médio) e 1h (para a EJA). São quatro modelos de prova, com mais questões conforme o ano/série. Enquanto as avaliações do 5º ano do EF são compostas por 44 questões, por exemplo, as provas do Ensino Médio têm 65 questões.

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