Infectologista do Instituto de Saúde Bom Jesus fala sobre como enfrentar coronavírus e dengue

Infectologista aborda sobre cuidados com coronavírus e dengue. Por: Antonello Nadal

Infectologista aborda sobre cuidados com coronavírus e dengue

Fonte: Antonello Nadal

O Instituto de Saúde Bom Jesus promoveu na segunda-feira, 10 de fevereiro, no salão nobre da Prefeitura de Ivaiporã, uma roda de conversa mediada pelo médico infectologista Flávio Jun Kazuma, intensivista responsável pela Central de Controle de Infecção Hospitalar. De acordo com a enfermeira do ISBJ, Elessandra Borzuk, a ação teve como objetivo alertar a população e traçar linhas estratégicas para melhor atendimento ao paciente.

No encontro, o infectologista abordou os procedimentos necessários para os profissionais de saúde de Ivaiporã e região enfrentarem o novo coronavírus e o impacto da dengue na imunidade do paciente.

A roda de conversa foi aberta pelo diretor administrativo do Instituto de Saúde Bom Jesus, Marco Aurélio de Assis; chefe da 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã, Eleane Rother; e secretário de Saúde de Manoel Ribas, João Moacir Schemberg.

Conforme Flávio Kazuma, o surgimento do novo coronavírus e a epidemia de dengue são duas preocupações paralelas do Ministério da Saúde e de entidades relacionadas, mas alertou que a preocupação maior é em relação ao surto de dengue que tem casos confirmados em praticamente todos os municípios da região. “Esse surto de dengue já era esperado pelo grau de infestação do mosquito aedes aegypt nas cidades, paralelamente a isso, a preocupação com o coronavírus é mundial, no que diz respeito ao Estado do Paraná e a região central, o objetivo é conscientizar os profissionais da área da saúde que existe o risco da entrada do coronavírus no país e conter a expansão do vírus para que não se transforme em surto epidêmico e posteriormente pandemia”, comentou o infectologista.

Para ele, é preciso ficar atento a sinais de alerta como aumento da frequência cardíaca, respiração mais curta, cansaço, pressão baixa, diminuição da quantidade de urina, dores abdominais, nível de plaquetas baixo, que são sintomas de um quadro de febre hemorrágica da dengue, que também podem vir acompanhados de manchas na pele.

Sobre o coronavírus, Flávio Kazuma ressaltou que se trata de um vírus conhecido há mais de 50 anos, mas que este novo sorotipo deu origem as infecções respiratórias transmitidas pelo homem. O infectologista afirmou que, por ser um surto relativamente novo, ainda não há muitos dados sobre o risco de letalidade, mas garantiu que a propagação do vírus é maior se comparado aos surtos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e Síndrome Respiratória do Oriente Médio, que tiveram índices de mortalidade grandes em relação aos infectados.

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