Diretoria da Coamo realiza reunião em Ivaiporã

Aroldo Gallassini apresenta números da cooperativa em Ivaiporã

Aroldo Gallassini apresenta números da cooperativa em Ivaiporã

A diretoria da Coamo realizou em Ivaiporã, na semana passada, a tradicional reunião de campo com os cooperados do município. Sob o comando do presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, foram apresentadas aos presentes informações importantes sobre o custo de produção, financiamento, previsões do mercado de milho, soja e trigo. “Ivaiporã sempre tem uma grande participação dos cooperados e é muito importante para a cooperativa”, disse.

Gallassini também apresentou o resultado financeiro da Coamo, no ano de 2019, quando fechou com um faturamento de R$ 13,9 bilhões e as sobras, que serão devolvidas aos cooperados, totalizam R$ 361 milhões, sendo que R$ 100 milhões já foram adiantados no final do ano passado.

A distribuição das sobras deve acontecer no dia 11 de fevereiro, um dia após a Assembleia Geral, que vai ocorrer no dia 10 de fevereiro, em Campo Mourão.

O presidente da cooperativa apresentou também os investimentos que a Coamo tem previsto para realizar nesse ano. São pelo menos 125 melhorias e ampliações nesse ano, sendo que, na região de Ivaiporã, foi concluída a construção de um silo pulmão, além de outras melhorias, com investimento de R$ 2,8 milhões.

Taxas de Juros

Gallassini ressalta que uma das reclamações dos produtores rurais, e que será apresentada à Ocepar, é a pressão junto ao Governo Federal para a revisão dos juros agrícolas que, hoje, para o médio produtor está girando na ordem de 6% e, para o grande produtor, está na ordem de 8%. Ele lembra que a previsão de inflação anual é de 3,8% e a taxa Celic está em 4,5%. “A produção agrícola é uma atividade de risco, que é importante para o Brasil, e que precisa de apoio”, disse o presidente da Coamo.

Projeção do mercado

Durante a reunião, Gallassini mostrou a média dos preços praticados no ano passado e como está o cenário atual para a soja, milho e trigo. Nesse momento, o milho está sendo vendido na faixa de R$ 40 a saca. “Ainda temos a colheita da segunda safra, que tende a ser maior e os preços devem cair um pouco, mas com relação ao custo de produção, o milho deve ser um bom negócio”, frisa.

Gerente da unidade da Coamo, Domingos Fontana, ressalta importância da reunião de diretoria

Gerente da unidade da Coamo, Domingos Fontana, ressalta importância da reunião de diretoria

Para a safra 2019/2020, o Brasil deve assumir a liderança da produção de soja no mundo, já que os Estados Unidos devem reduzir a área de plantio da cultura em mais de 5 milhões de hectares. “Ainda não sabemos os motivos que levam a essa redução, mas, na safra passada, eles já tiveram problemas na comercialização com a China e também com as intempéries climáticas, com a colheita acontecendo, em algumas áreas, embaixo de neve”, ressalta.

O presidente da Coamo também comentou sobre a resolução da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e ele acredita que, apesar do acordo de compra da soja americana por parte dos chineses, o Brasil continuará vendendo para os países asiáticos sem maiores dificuldades. “Certamente, o cooperado terá um ano muito bom e com uma grande safra”, frisa.

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