Reunião discute sustentabilidade sindical

Lourival Góes faz apontamentos sobre fim da cobrança do imposto sindical. Por: Antonello Nadal

Lourival Góes faz apontamentos sobre fim da cobrança do imposto sindical

Fonte: Antonello Nadal

O Sindicato Rural de Ivaiporã sediou, no dia 15 de janeiro, uma reunião com o Núcleo dos Sindicatos Rurais do Vale do Ivaí, envolvendo presidentes de 11 sindicatos da região, que discutiram assuntos relacionados ao agronegócio.

Entre outros assuntos em pauta, na reunião conduzida pelo presidente do sindicato de Ivaiporã, Lourival Góes, estava a sustentabilidade sindical, uma vez que a cobrança do imposto sindical da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) deixou de ser obrigatória e, com isso, a receita do sistema sindical caiu praticamente 100%, conforme informou Góes.

Pela nova regra, a cobrança está condicionada à prévia e expressa autorização dos produtores e proprietários rurais. “Com a mudança da lei trabalhista, a cobrança da CNA passou a ser facultativa e isso fragilizou o sistema sindical nacional”, referiu Lourival Góes.

Por isso, o objetivo do encontro foi debater ideias sobre o que pode ser feito para melhorar a questão e angariar produtores para o sistema sindical. De acordo com Lourival Góes, sem essa receita os sindicatos não conseguirão sobreviver. “Estamos buscando outros meios para que os sindicatos possam manter as portas abertas”, afirmou o presidente.

Esses outros meios citados por Lourival Góes são cobranças nos serviços executados pelos sindicatos nas propriedades rurais, como folha de pagamento, registro demissionário, ITR, cadastro ambiental rural, entre outros serviços voltados ao agronegócio.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão, Neri José Tomé, reforçou a preocupação do setor com o fim da contribuição compulsória, que subsidiava a existência dos sindicatos patronais. “Estamos buscando fontes alternativas de renda e receita para conseguirmos manter a lista de benefícios conquistados para os produtores rurais”, completou.

O agronegócio é o setor que mais movimenta a economia do País, nos últimos anos, sendo o que registra o maior crescimento em geração de riqueza, impostos e de empregos. “O agronegócio tem uma força enorme na nossa região, onde o dinheiro é gerado por meio da agricultura, gasto no comércio, e a indústria que existe é interligada ao agronegócio. A base da pirâmide é o agropecuarista, então temos que trabalhar muito para defender os interesses da categoria”, finalizou.

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