Mulheres da família Bloemer formam 5 gerações

Rafaella, Terezinha, Rosalina, Rozilde e Regiane formam as cinco gerações de mulheres da família Bloemer. Por: Antonello Nadal

Rafaella, Terezinha, Rosalina, Rozilde e Regiane formam as cinco gerações de mulheres da família Bloemer

Fonte: Antonello Nadal

Ver a família crescer é um privilégio. Ainda mais quando se pode gabar de ser a matriarca de uma família com 5 gerações de mulheres, como é o caso da dona Rosalina Bloemer, 92 anos, natural de Rio dos Bugres (SC), mas que veio morar no Paraná há 62 anos e se estabeleceu na região Central do Estado, ao residir em Pitanga, Manoel Ribas e Ivaiporã. Na família Bloemer, a quinta geração é protagonizada pelas mulheres da tataravó à tataraneta, e todas residem no Jardim Alvorada, em Ivaiporã.

Rosalina Bloemer teve 12 filhos, entre eles, Terezinha Bloemer Hoffmann, 69 anos, que mora com a mãe. Entre os filhos de dona Terezinha, Rozilde Hoffmann Stopasol, 50 anos, se soma aos 27 netos de dona Rosalina, que também já coleciona 38 bisnetos, entre eles, Regiane Stopasol, 29 anos, filha de Rozilde e mãe de Rafaella Stopasol Silvestre, 6 anos de idade, e uma dos 4 tataranetos da matriarca da família Bloemer.

Para ficar mais fácil de entender, basta acompanhar a genealogia das cinco gerações: Rosalina é mãe de Terezinha, que é mãe da Rozilde, que é mãe da Regiane, que é mãe da Rafaella. Juntas, as cinco mulheres que se definem unidas e batalhadoras somam 246 anos de idade.

De acordo com dona Rosalina, ela ajudava o marido a serrar madeira no serrote para construir casa, e acredita que o segredo para tanta longevidade foi ter trabalhado na roça, uma boa alimentação, apesar de não comer verdura, bom humor e aproveitar a tranquilidade do lugar onde vive. Além disso, a veterana deixa claro que é bastante vaidosa e faz questão de usar anéis e fazer as unhas.

A saúde e a lucidez que ela cultiva nesta idade, deixa as demais gerações cheias de orgulho e expectativas. A dona Terezinha contou que se sente muito feliz por ainda ter a mãe viva. “Desejo que ela continue com saúde e forte para viver muitos anos ainda, visto que ela nunca precisou tomar medicamentos para doenças como diabetes e pressão alta”, disse a filha de dona Rosalina.

Para as demais integrantes, o sentimento é de gratidão e orgulho por conviver com a matriarca, fortalecendo ainda mais a união da família.

Quando questionadas se consideram a possibilidade de atingir a idade da matriarca da família, todas disseram que não acreditam ser possível chegar à longevidade de dona Rosalina, pois os tempos e os costumes são outros. “As pessoas mais velhas se alimentavam melhor e tinham hábitos diferentes dos nossos. Por isso, não acredito que seja possível viver tanto tempo com a vitalidade da minha avó”, explicou dona Rozilde.

A neta de dona Rosalina comentou que a grande lição que o encontro de gerações deixa para a família são os ensinamentos passados ao longo dos anos. “É uma experiência grande perceber as diferenças existentes nessas cinco gerações porque a convivência e o aprendizado sempre se renovam”, finalizou.

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