CAPS da Prefeitura de Ivaiporã disponibiliza tratamento para usuários de álcool e drogas

Equipe do Caps desenvolve trabalho contra uso de álcool e drogas. Por: Antonello Nadal

Equipe do Caps desenvolve trabalho contra uso de álcool e drogas

Fonte: Antonello Nadal

A infância e a adolescência são as faixas etárias de maior vulnerabilidade para a experimentação e o uso abusivo de álcool e drogas, e os motivos que levam ao aumento do uso dessas substâncias são diversos. Alguns fatores podem estar relacionados a essa fase da vida, na qual são comuns a sensação de onipotência — ou seja, sentir que tem poder para fazer o que quiser — e a necessidade de desafiar a família e a sociedade e de buscar novas experiências.

No Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) mantido pela Prefeitura de Ivaiporã, por meio do Departamento Municipal de Saúde, a equipe coordenada pela enfermeira Viviane Reis e psicóloga Ana Cláudia Anacleto atende toda a demanda do município, com um trabalho de tratamento contra o uso de álcool e drogas lícitas e ilícitas entre crianças, adolescentes e jovens.

Atualmente, o CAPS atende aproximadamente 1.500 pacientes, sendo que em torno de 50% dos atendimentos são em decorrência do uso de álcool e drogas, que está presente cada vez mais cedo na vida dessa população, tendo em vista que são atendidos usuários a partir dos 8 anos de idade. Entre as principais drogas utilizadas estão bebida, cigarro, maconha, cocaína, crack, entre outras.

Por isso, a enfermeira e a psicóloga fazem alerta para os pais observarem características associadas ao uso de drogas, como comportamentos alimentares, agressividade, dificuldade no sono, saídas constantes de casa, entre outros sinais. “São fatores que estão associados a desestrutura familiar”, comentaram, lembrando que em caso de crianças e adolescentes, a principal queixa da escola ou do Conselho Tutelar que encaminha o paciente ao CAPS, se refere à falta de acompanhamento dos pais na vida escolar do filho.

Para usuários de álcool e drogas, o CAPS oferece tratamento de grupo terapia e ambulatorial e medicamentoso com o psiquiatra. “Os pacientes são encaminhados para o CAPS quando a situação está realmente fora de controle e trabalhamos em formato de grupo, porque dessa forma eles compartilham histórias de vida, criam vínculos e dão apoio àqueles pacientes que eventualmente sofrem recaídas, mas a maioria deles está limpa, o que mostra que o trabalho tem dado resultado”, explicou a psicóloga Ana Cláudia Anacleto.

O consumo de álcool e drogas pode levar o usuário a uma série de consequências nocivas, como por exemplo, infecção sanguínea, urinária, desnutrição, tentativa de suicídio e o internamento. Só que em muitos casos os usuários estão em estado critico e de abandono da família e social.

As especialistas ressaltaram que em situações onde o paciente está agressivo ou em surto por conta da dependência, a equipe do CAPS faz um trabalho minucioso de busca ativa na própria residência do paciente, que oferece algum tipo de resistência ao tratamento.

Por isso, Viviane Reis lembrou a importância de nunca desistir de ajudar quem precisa de acompanhamento. “O papel do CAPS num primeiro momento não é tirar o paciente do vício, mas proteger aqueles mais propensos a sofrerem uma recaída. Por isso, trabalhamos com redução de danos com aqueles que têm maior probabilidade de sofrer algum tipo de risco”, ressaltou a coordenadora.

A coordenadora Viviane Reis destacou que os serviços do CAPS estão à disposição da população que sofre com o uso de álcool e drogas. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 11h30 e das 13h00 às 17h00. “Todo usuário de álcool ou droga é porta aberta. Ele chega, faz a ficha e é atendido pela equipe multidisciplinar do CAPS”, afirmou.

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