Mudança de temperatura pode causar problemas respiratórios

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Oscilar entre ambientes frios e quentes durante o dia é muito comum. Em busca do próprio conforto térmico, há quem ligue o ar-condicionado em temperaturas mínimas ou extremas. Como consequência, gripes, sinusites e amigdalites e outras doenças respiratórias podem surgir. Porém, não é o uso do ar-condicionado que faz mal e, sim, as variações bruscas de temperaturas, excessivamente quente ou fria, que são fatores de agravo para crises alérgicas.

O entra e sai de lugares quentes e frios é prejudicial ao organismo e pode agravar uma série de problemas respiratórios. O choque térmico mexe com a liberação de hormônios. Com o tempo, a exposição ao quente e ao frio desequilibra o sistema hormonal, causando alergias e deixando o sistema imunológico mais fragilizado. A orientação é que ao sair de um ambiente quente para outro frio, a pessoa deve colocar um agasalho para evitar a mudança brusca. É preciso esperar até que a temperatura do corpo se equilibre.

No carro, o uso de ar-condicionado também deve ser usado com moderação. Pode ser usado desde que as saídas de ar não estejam diretamente apontadas para o rosto. Para fazer um bom uso do aparelho basta usá-lo numa temperatura não muito alta ou baixa, manter a limpeza dos filtros, e trocá-lo a cada 10 mil km.

Coceira, espirro, coriza e obstrução nasal são os principais sintomas da maioria dos quadros alérgicos. Para combater o ressecamento da umidade do ar provocado pelo uso do ar, a indicação é manter a mucosa nasal bem hidratada com uso de soro fisiológico e a ingestão de bastante água. Essa atitude é importante porque o ressecamento das mucosas pode piorar as alergias respiratórias.

O QUE ACONTECE NO ORGANISMO

Do calor para o frio:

Nariz, mãos e pés são os primeiros a ficarem gelados, porque o corpo faz esforço para levar o sangue quente das extremidades para os órgãos vitais.

O coração bate mais devagar.

A pressão aumenta.

A respiração fica mais acelerada porque precisa aumentar o oxigênio no sangue.

Para diminuir a perda de calor para o ambiente, o organismo aciona os pelos que se arrepiam.

Alimentos e bebidas quentes funcionam como fontes externas de energia e hidratação.

Agasalhos agem como isolantes térmicos, contendo a queda da temperatura.

Do frio para o calor:

O rosto fica corado e mãos e pés inchados, porque para levar o sangue quente para os órgãos internos, há dilatação dos vasos sanguíneos.

O coração bate mais rápido, acelerando a circulação do sangue.

A pressão diminui.

A respiração se intensifica.

Para perder calor o corpo produz mais suor. Quanto maior a temperatura, mais as glândulas sudoríparas trabalham. Em excesso essa perda pode causar desidratação.

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