Polícia Civil de Ivaiporã prende pai e filho em operação realizada em Jardim Alegre

Polícia Civil deflagra operação em Jardim Alegre. Por: Divulgação

Polícia Civil deflagra operação em Jardim Alegre

Fonte: Divulgação

A Polícia Civil de Ivaiporã deflagrou na terça-feira, 10 de dezembro, a Operação Liberdade Duradoura, em Jardim Alegre, que resultou na prisão de pai e filho, suspeitos de integrar uma milícia que amedrontava moradores do Conjunto José Pachuski. Além das prisões de pai e filho, a Polícia Civil cumpriu mais quatro mandados de busca e apreensão.

Segundo o delegado Aldair da Silva Oliveira, após um homicídio acontecido em agosto, as investigações apontaram que o suspeito de praticar o crime estava envolvido com um grupo que obrigava os moradores do Conjunto José Pachuski a pagar para viver no local.

“A investigação começou a partir do homicídio registrado no Conjunto José Pachulski contra Wellington Torres, onde um dos suspeitos do assassinato e que está preso desde aquela época, é filho do homem preso nesta operação. Chamou a atenção da Polícia Civil o fato desse pai impor silêncio aos moradores do local para que ninguém falasse sobre a morte, até porque o outro filho dele estaria envolvido; a partir daí, iniciamos a investigação das condutas dele e descobrimos que ele vinha praticando extorsões, estelionatos e incêndios para expulsar pessoas das casas, constituindo uma milícia privada para amedrontar as pessoas”, detalhou o delegado.

Conforme o delegado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de dois homens, que são suspeitos de integrar o grupo. Um seria o mentor intelectual das ações e o outro o cobrador. “A investigação vai seguir para apurar quem são as pessoas que estavam ajudando eles. Na casa do suposto cobrador foram encontrados quase R$10 mil em dinheiro e apreendidos recibos de venda de carro e de terreno, veículo suspeito de ter sido adulterado e diversos contratos de compra e venda de imóveis, que estavam sendo negociados”, esclareceu.

O pai está com mandado de prisão preventiva e o filho tem o pedido de prisão temporária por 30 dias. “A informação que temos é de que Wellington Torres foi morto por se recusar a dar dinheiro para o grupo. A pipa foi um pretexto para matarem ele”, finalizou o delegado.

Materiais apreendidos no local

Materiais apreendidos no local

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