Região pode perder até 8 municípios caso proposta de fusão seja aprovada

Caso a proposta de reforma administrativa que o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional prospere, a região central do Paraná pode perder até 8 municípios, que não cumprem as diretrizes fixadas pelo Governo para a existência de um município. Segundo a proposta de lei encaminhada pelo Ministério da Economia, para que um município seja viável economicamente e possa continuar existindo, ele precisa ter pelo menos 5 mil habitantes e ter cerca de 10% de sua arrecadação total proveniente de impostos municipais, como IPTU, ISS, ITBI e demais taxas.

Pelas regras, deveriam deixar de existir, a partir de 2023, os municípios de Arapuã, Ariranha do Ivaí, Cruzmaltina, Lidianópolis, Lunardelli, Mato Rico, Rio Branco do Ivaí e Rosário do Ivaí. Ainda na região da Amuvi (Associação dos Municípios do Vale do Ivaí), seriam afetados Rio Bom, Kaloré, Novo Itacolomi e Marumbi e, na região da Amocentro (Associação dos Municípios do Centro do Paraná), as cidades de Altamira do Paraná e Campina do Simão.

Pela regra que será debatida no Congresso Nacional, o território desses municípios seria incorporado pelos municípios maiores do seu entorno.

A AMP (Associação dos Municípios do Paraná) tem se posicionado contra essa medida, por entender que o prejuízo para a população dessas cidades seria ainda maior, pois ficaria menos assistida pelos serviços públicos e essa incorporação não resolveria os problemas econômicos do país.

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