2º Encontro de Humanidades do Vale do Ivaí debate normalidade

Professora Georgia Amitrano abre evento falando sobre a questão na normalização. Por: Antonello Nadal

Professora Georgia Amitrano abre evento falando sobre a questão na normalização

Fonte: Antonello Nadal

O Laboratório de Humanidades do Vale do Ivaí, grupo de pesquisa composto pela Faculdade de Tecnologia do Vale do Ivaí (Fatec), Instituto Federal do Paraná Campus de Ivaiporã e Universidade Estadual de Maringá (UEM) Campus Regional do Vale do Ivaí, promoveu nos dias 6, 7 e 8 de novembro, no auditório do Sesc/Senac e na UEM de Ivaiporã, o 2º Encontro de Humanidades do Vale do Ivaí, com o tema Nós os normais.

A abertura do evento contou com as presenças da professora da Fatec, Mariana Sismeiro; professora da UEM, Vanessa Rombola Machado; presidente do Conselho Municipal de Educação, Tais Godoy; e coordenador do Laboratório de Humanidades, José Eduardo Pimentel Filho; além da professora doutora Georgia Cristina Amitrano (UFU/MG), que ministrou a palestra “A questão na Normalização”.

O evento teve sequência no dia 7 de novembro, com sessões temáticas (apresentações de trabalhos); e palestra “O feminicídio e a violência de gênero”, com a professora doutora Ana Maria de Fátima Leme Tarini (IFPR – Campus Pinhais); presidente da OAB Londrina Vania Regina Silveira Queiroz (OAB Londrina/PR) e juíza Zilda Romero (Vara Maria da Penha – Londrina/PR). No dia 8, o evento foi encerrado com uma mesa redonda composta por membros do Laboratório de Humanidades do Vale do Ivaí.

O objetivo do evento foi pensar em torno dos discursos que pressupõem ou impõem um padrão de normalidade e para entender porque tantos comportamentos, gostos, desejos e gestos são postos na configuração de anormal, indesejado e proibido. “O objetivo do encontro foi discutir a questão da normalidade, e refletir sobre normalização da violência e até que ponto o que é normal para um indíviduo pode ser normal para outro”, disse a professora da UEM, Vanessa Rombola Machado.

O coordenador do Laboratório de Humanidades do Vale do Ivaí e professor do IFPR de Ivaiporã, José Eduardo Pimentel Filho, destacou que a ideia central do evento foi debater as construções de normalidade. “Um exemplo é usar a ideia de ser normal ou anormal para julgar as pessoas e a sociedade acaba traduzindo isso como normal”, frisou.

Mesa de abertura é composta por membros do Laboratório de Humanidades

Mesa de abertura é composta por membros do Laboratório de Humanidades

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