Colégio Barão do Cerro Azul completa 70 anos

Diretor Robson Costa mostra galeria de diretores da instituição

Diretor Robson Costa mostra galeria de diretores da instituição

Tendo completado 70 anos em agosto de 2019, o Colégio Estadual Barão do Cerro Azul tem o nome ligado à história paranaense, que veio do título atribuído a Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Cerro Azul, nascido em Paranaguá, onde iniciou os estudos, dando continuidade em São Paulo e Rio de Janeiro.

Foi industrial e comerciante. Na área política, iniciou a carreira como vereador, depois foi prefeito de Curitiba, presidente da Câmara, deputado provincial, vice-presidente da Província e da Associação Comercial.

O Barão do Cerro Azul foi um homem público familiarizado com os problemas da província natal. Foi fuzilado em 20 de maio de 1984 ao defender Curitiba das tropas legalistas.

O estabelecimento de ensino começou a funcionar em agosto de 1949, com apenas uma sala de aula, tendo como professora, a senhora Eloína Zanardine Leal.

Em 1953, a Sociedade Territorial Ubá LTDA fez doação de um terreno e mandou construir uma casa escolar com duas salas de aula, para melhor atender a população que aumentava com a elevação da localidade a distrito, com nome de Ivaiporã. Em seguida, foram construídas mais duas salas e a escola passou a ser denominada Grupo Escolar Barão do Cerro Azul, sendo designada como primeira diretora, a professora Eloína Zanardine Leal. Dessa época até 1974, a instituição funcionava em instalações próprias na Rua Rio Grande do Sul.

Em 1975, por se encontrar em péssimas condições de uso, o estabelecimento mudou-se provisoriamente para o prédio situado na Avenida Minas Gerais, 765, antigo Ginásio Bom Jesus, dirigido pelos irmãos do Sagrado Coração de Jesus, atualmente onde funciona o Colégio Panamericano e a Univale. Em 1978, o estabelecimento passou a funcionar em prédio próprio de alvenaria, construído pelo Governo do Estado e localizado na Praça Independência.

Pelo decreto número 3752/77, o Conselho Estadual de Educação autorizou o funcionamento do complexo Bento Munhoz da Rocha Neto, do qual fazia parte a Escola Barão do Cerro Azul – Ensino de 1º grau. Em 1983, passou a denominar-se Escola Estadual Barão do Cerro Azul – Ensino de 1º grau, por meio da resolução nº 2191/83.

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Em janeiro de 1986, com a autorização de funcionamento do ensino de 2º grau, curso propedêutico, passou a denominar-se Colégio Estadual Barão do Cerro Azul – ensino de 1º e 2º graus. Com a mudança da grade curricular, o curso passou a ser denominado Educação Geral – Preparação Universal.

Em setembro de 1998, devido à reorganização do ensino pela LDBEN, o estabelecimento passou a chamar-se Colégio Estadual Barão do Cerro Azul Ensino Fundamental e Médio. Um ano depois, foi implantado o novo quadro curricular do ensino médio, por ocasião de reestruturação no ensino de 2º grau.

Além disso, o colégio teve funcionamento de classe especial para deficientes auditivos a partir de 1987 e para portadores de deficiência intelectual, mas ambos foram encerrados em 2001. O Ensino Fundamental passou a funcionar a partir de 2002, bem como a sala de recursos do ensino fundamental em 2005, nas áreas de deficiência mental e distúrbios de aprendizagem. Houve, ainda em 1993, a oferta do curso de auxiliar em contabilidade.

Voltado para turmas de 1ª a 3ª série, o projeto Fluxo, atividade pedagógica em ensino aprendizagem, foi realizado em 1998 com objetivo de adequar a escolaridade à idade correta do aluno. Em 2010, o ensino médio anual passou a ser ofertado por meio de bloco semestral.

Atualmente, a direção do colégio está com o professor Robson Rodrigues da Costa, mas ao longo dos 70 anos de história, a instituição foi comandada pelos seguintes diretores: Eloína Zanardine Leal (1949 a 1962); Wanda Radek (1962 interinamente); Marlene Rother Góes (1962 a 1966); Vera Regina Fraga (1966 a 1977); Edda Ruth de França (1977 a 1981); Paulina Croceta Biazin (1983 a 1985); Iris Fabbo Montanher (1985 a 1988); Rosides Wollenscheleger (1988 a 1989); Deolinda May (1989 a 2003); Milton Pirolo (2004 a 2010); Anuar Paracat (2010 a 2015); e Gerci Ribeiro de Moraes Garcia (2016 a 2019).

“Trabalhamos com aproximadamente 350 alunos em três períodos, oferecendo diversas atividades como projetos de leitura, treinamento, atividades complementares como Celem, além de auxílio junto à rede de proteção, promotoria pública, conselho tutelar, onde a escola busca oferecer o melhor atendimento possível, com estrutura de 17 salas de aula, duas quadras, sala de vídeo, informática, recurso, além de compartilhamento de espaço com a UAB e UEM. Para mim, é um orgulho dirigir uma escola que tem um grande reconhecimento no município”, declarou o diretor Robson Costa.

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