Secretário de Agricultura avalia o Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação

Norberto Ortigara acredita em ótima oportunidade para o Paraná. Por: Aldinei Andreis

Norberto Ortigara acredita em ótima oportunidade para o Paraná

Fonte: Aldinei Andreis

Durante sua visita a Ivaiporã, o secretário de estado da Agricultura, Norberto Ortigara, fez uma avaliação sobre a medida de transformar o Paraná em área livre de febre aftosa sem vacinação. Para ele, é uma ótima oportunidade que está se abrindo aos produtores de carne e leite do Estado.

Ele lembra que, nos anos 70 e 80, o Paraná registrou mais de 10 mil focos ativos e, com a estratégia de vacinação, reduziu a zero os focos da doença e não existe mais a circulação do vírus no Estado. “No entanto, é preciso evoluir para conseguir acessar mercados que pagam melhor pelas carnes produzidas no Paraná”, frisa o secretário. Com a vacinação contra a aftosa, o Paraná, por exemplo, não consegue acessar quase 70% do mercado de carne suína no mundo.

Ortigara comenta que, apesar de ser uma técnica correta de manejo para evitar a aftosa, a vacina é uma muleta que impede que os produtores de carne do Paraná acessem outros mercados, que pagam melhor pela carne.

No entanto, para que a medida tenha efeito prático, é preciso redobrar a vigilância para que a doença não volte a aparecer no Paraná. Ele destaca que o primeiro interessado é o produtor rural, que será um dos principais interessados em manter esse status. Para isso, além de não comprar gado de estados que ainda vacinam contra a doença, o produtor também precisará mandar, nos meses de maio e novembro, o relatório do rebanho. “O governo quer saber apenas a quantidade do rebanho e como ele se movimenta para que, se precisar, possa fazer estratégias voltadas ao caso da doença voltar ao Estado”, comenta.

O secretário afirma, no entanto, que apenas a suspensão da vacinação não é suficiente para acessar esses novos mercados, para isso, o produtor e a indústria terão que oferecer qualidade, oferta regular, preço competitivo e estratégia comercial. “Estamos torcendo para que a medida evolua e que, em breve, o Paraná seja reconhecido pelos organismos internacionais e possa se apartar do restante do país”, comenta.

Comentários