Presidentes de sindicatos rurais falam sobre medida que torna Paraná livre de vacinação contra a aftosa

Solenidade conta com presença da ministra Tereza Cristina e governador Ratinho Júnior

Solenidade conta com presença da ministra Tereza Cristina e governador Ratinho Júnior

O Presidente do Sindicato Rural de Ivaiporã, Lourival Goés, participou, na semana passada, de solenidade em Curitiba, que tornou o Paraná área livre de febre aftosa sem vacinação. O evento foi realizado no Palácio Iguaçu e contou com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina; do governador Ratinho Júnior; do secretário de Agricultura, Norberto Ortigara; e do presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Agide Meneghetti.

Com a medida, os produtores do Paraná estão proibidos, a partir do mês de novembro, de realizar a vacinação do seu rebanho contra a febre aftosa. A expectativa é que, dentro de seis meses, os órgãos internacionais declarem o Paraná como área livre de aftosa sem vacinação e, com isso, os produtores rurais do Estado possam acessar os mercados mais exigentes do mundo com relação ao consumo de produtos de origem animal.

A medida não beneficia apenas a exportação de carne, mas também de leite, leite em pó e queijos, entre outros. “Nesse evento, tivemos a oportunidade de conhecer a ministra Tereza Cristina e, com essa medida, vamos poder exportar para mercados mais exigentes e que pagam melhor e isso abre uma possibilidade enorme para o Paraná”, disse Góes.

Essa medida contempla uma luta de mais de 30 anos, não apenas do Governo, mas de todos os órgãos envolvidos com a questão da agricultura, como a própria Faep.

Produtores

Os produtores rurais de todo o Paraná devem fazer sua parte para que a medida tenha o efeito esperado. Para isso, é fundamental que o pecuarista compre gado apenas do Paraná e que, nos meses de maio e novembro, quando normalmente aconteceria a vacinação, ele continue fazendo a comprovação do rebanho, junto à Seab, ao sindicato ou prefeituras. “Acredito que essa medida vai possibilitar uma agregação grande de valor à carne paranaense e o Paraná tomou todas as medidas necessárias para que os benefícios continuem”, disse o presidente do sindicato.

Para o presidente do Sindicato Rural de Pitanga, Luiz Carlos Zampier, a declaração do Paraná como área livre de aftosa sem vacinação é muito importante para acessar mercados importantes ao redor do mundo. Mas, para que isso seja consolidado, é fundamental que os pecuaristas não comprem animais de outros estados e, principalmente, de outros países e também que o Governo faça sua parte e tenha uma fiscalização efetiva nas fronteiras. Ele alerta também que, no início desse processo, pode ocorrer uma dificuldade na aquisição de bezerros, porque no Paraná existe uma escassez de produtores que fazem esse tipo de produção e a maior parte dos bezerros comprados por produtores do Estado vem de São Paulo e Rio Grande do Sul e, com essa declaração, isso não será mais permitido. “Será um grande desafio, pois deve haver um aumento no preço do bezerro dentro do Paraná e os produtores terão que se adequar, aumentando o número de matrizes e ampliando sua produção de bezerros”, frisou Zampier.

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