Sesc Ivaiporã recebe Lia de Itamaracá durante 38ª Semana Literária

Lia de Itamaracá bate-papo e lança livro durante 38ª Semana Literária. Por: Antonello Nadal

Lia de Itamaracá bate-papo e lança livro durante 38ª Semana Literária

Fonte: Antonello Nadal

Durante a 38ª Semana Literária e Feira do Livro, que aconteceu de 23 a 28 de setembro, a unidade Sesc Ivaiporã recebeu na sexta-feira, 27 de setembro, a cirandeira Lia de Itamaracá para um bate-papo com convidados, mediado pela professora do Instituto Federal do Paraná, em Ivaiporã, Carmem Felix, mestre em Estudos Literários pela Unifsc, e para o lançamento do livro que surgiu a partir de uma tese de mestrado e leva o nome da artista e conta a trajetória da pernambucana de 75 anos, que mora na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Ela também relembrou alguns sucessos.

Maria Madalena Correa do Nascimento, ou simplesmente Lia de Itamaracá, foi tema do livro “75 anos cirandando com resistência, sorrisos e simplicidade”, produção independente, sem editora, feito num prazo de 17 dias. A obra reúne textos da dissertação de mestrado em jornalismo intitulada de “O mito, a mulher e a ciranda: Lia de Itamaracá em livro-reportagem”.

“O livro traz histórias da minha vida e toda a trajetória de mais de 60 anos dedicados à música. Fui merendeira, venho de uma família humilde e muito jovem saí para o exterior apresentando a cultura do meu Estado. Hoje tem um espaço cultural na Ilha de Itamaracá, onde são oferecidas diversas oficinas”, explicou a cirandeira.

A história é narrada com o aparo de fotografias de 12 fotógrafos, entre eles Ytallo Barreto, que acompanha os passos da artista.

Única de uma família de 19 irmãos a se dedicar à música. Filha de uma empregada doméstica e de um agricultor, começou a cantar ainda criança e foi descoberta enquanto ajudava a mãe, dona Matilde, nos trabalhos domésticos na casa de uma família da Ilha de Itamaracá. Gravou o primeiro disco em 1977, mas nunca recebeu qualquer pagamento pelo trabalho. Por um período, a artista caiu no esquecimento, mas foi redescoberta na revolução cultural causada pelo Movimento Manguebeat, em Pernambuco. Ela já tem três CDs de ciranda gravados na carreira.

Comentários