Escola Tiradentes de Pitanga comemora Dia do Surdo

Participantes do evento posam para foto em frente à Câmara Municipal. Por: Flávio Dutra

Participantes do evento posam para foto em frente à Câmara Municipal

Fonte: Flávio Dutra

A Escola Estadual Tiradentes de Pitanga realizou, na semana passada, uma série de atividades em comemoração ao Dia do Surdo, celebrado em 26 de setembro. A instituição conta com uma sala de recursos, especializada no atendimento a alunos com deficiência auditiva e, atualmente, atende 18 pessoas. Além disso, o trabalho dos professores Lucimar Franco de Abreu Lopes e Lucas Lenartovicz ajuda na inclusão desses alunos, que durante o período contrário às aulas aprendem Libras (Língua Brasileira de Sinais) e o português voltado à leitura e escrita. “Temos que entender que, para eles, Libras é a língua principal e o português é com se fosse um segundo idioma, como para alguns de nós é o inglês ou o espanhol”, cita a professora Lucimar Lopes, intérprete de Libras e professora da sala de recursos da escola.

Para marcar a data, foi realizada a Segunda Caminhada em comemoração ao Dia Nacional do Surdo, que contou com a presença de alunos de salas de recursos dos municípios de Palmital e Santa Maria do Oeste, além dos anfitriões da escola Tiradentes e do Instituto Federal do Paraná.

Antes da caminhada, eles participaram de uma palestra na Câmara de Vereadores de Pitanga, que foi ministrada pelo professor Lucas Lenartovicz, com o tema: “O Empoderamento Surdo”. A atividade foi encerrada com uma comemoração, nas dependências da escola. Ainda na quinta-feira, dia 26, o Rotary Club Pitanga ofereceu um jantar em comemoração à data. “Esse evento é uma forma de divulgar e disseminar a Libras como uma língua oficial brasileira e ocupar os espaços públicos mostrando a causa dos surdos”, comentou a professora Lucimar Lopes.

Sala de Recursos

A sala de recursos da Escola Estadual Tiradentes funciona há vários anos e tem como foco o ensino de Libras e da língua portuguesa para esse público. O espaço é frequentado por alunos da rede estadual, municipal e também da Apae. “O trabalho com eles é bem específico, oferecemos um serviço de atendimento especializado e que faz parte da educação especial, onde eles têm uma complementação, conhecem a língua de sinais e isso ajuda, principalmente, aqueles que não dominam a língua com fluência e vêm para fazer esse aprendizado do português”, comenta a professora.

Ela cita o apoio da diretora Leila Mara Bau Martins e de todos os apoiadores do comércio local, que ajudaram com recursos para a realização do evento em Pitanga.

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