Combate ao suicídio é discutido no Colégio Barbosa Ferraz

Palestra aborda combate ao suicídio. Por: Antonello Nadal

Palestra aborda combate ao suicídio

Fonte: Antonello Nadal

Quase 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e essa é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas de acidentes de trânsito.

No Brasil, que registra aproximadamente 11 mil casos por ano, desde 2015, a prevenção ao suicídio tomou conta de todo o mês de setembro, por meio do Setembro Amarelo, iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Por conta dessas estatísticas alarmantes e do assunto ainda ser considerado um tabu, o curso Técnico em Enfermagem do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, coordenado pela professora Tatiane Borzuk da Fonseca, realizou na terça-feira, 10 de setembro, data em que é celebrada em todo o mundo o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, uma palestra com as quatro turmas do curso sobre a temática com o professor da disciplina de Saúde Coletiva, Bruno Rafael Rosa.

O palestrante falou sobre o Setembro Amarelo, campanha de combate ao suicídio, apresentou estatísticas, fatores de risco e sobre as formas de abordagem e ajuda para as pessoas que passam por esse problema, sempre estando disponível para a escuta ativa, sem julgar a pessoa que tem o comportamento suicida.

Segundo o professor, as causas que levam uma pessoa à tentativa de suicídio são complexas e falar sobre o assunto é sempre um desafio. “É um tema delicado, mas é importante falar sobre porque a cada ano que passa o número de suicídios no Brasil tem se elevado. Nunca imaginamos que isso vai acontecer com alguém próximo, por isso, é preciso desmistificar o assunto para que possamos diminuir as taxas de suicídio”, destacou.

Ele associou o crescimento de casos entre adolescentes e jovens a questões socioculturais, genéticas, psicodinâmicas, filosófico-existenciais e ambientais. “A geração atual vive tendo que seguir padrões de beleza, comportamento, além disso, relacionamentos mal sucedidos também estão entre as causas”, opinou.

Idealizadora da palestra, a professora da disciplina de Saúde Mental, Marli Tassi, lembrou que a iniciativa visa apoiar pessoas que estão enfrentando o problema.

“Solicitamos aos alunos que eles fizessem cartazes e bilhetes de autoajuda para decorarmos pátio todo em amarelo (cor da campanha em decorrência do suicídio de um jovem americano de 17 anos, dirigindo um Mustang 68 amarelo) com mensagens para pessoas que têm o pensamento suicida e que precisam de ajuda”, afirmou.

Ela mencionou que a palestra foi direcionada aos alunos do curso técnico em enfermagem, porque a área da saúde é uma das que mais registra índices de suicídio, por conta de o trabalho ser estressante. “Outro foco nosso são os alunos do ensino médio, porque os jovens têm vergonha de falar sobre o assunto, tem muito preconceito. As pessoas julgam que quem tem problema de saúde mental é frescura, mas sabemos que depressão, ansiedade e pânico são doenças e devem ser tratadas. Muitas pessoas com depressão cometem suicídio para acabar com a dor”, finalizou a professora.

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