Caps de Ivaiporã fala sobre ações de prevenção ao suicídio

Equipe do Caps Ivaiporã aborda prevenção ao comportamento suicida. Por: Antonello Nadal

Equipe do Caps Ivaiporã aborda prevenção ao comportamento suicida

Fonte: Antonello Nadal

Setembro é o mês mundial de prevenção do suicídio, chamado também de Setembro Amarelo. O assunto que já foi um tabu muito maior, ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação.

O suicídio é considerado uma questão de saúde pública e uma das metas para sua redução foi lançada pela OMS, que propõe o desafio de diminuir em 10% esses óbitos até o ano de 2020.

Para lidar com esse fenômeno, a equipe multiprofissional do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Ivaiporã programou uma série de atividades que visam sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Alguns exemplos são ações em praças do município, onde foram deixados bilhetinhos de apoio e incentivo para pessoas que precisam de ajuda e na Praça Manoel Teodoro da Rocha, onde foram colocadas roupas e calçados para doação com frases de incentivo e promoção à vida. Além disso, será realizada, em data a ser definida, uma caminhada e uma palestra com o psicólogo Higor Vila Real sobre a temática.

Dados estatísticos comprovam que a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo, e isso, conforme a psicóloga Ana Claudia Silva Anacleto e a enfermeira e coordenadora do Caps de Ivaiporã, Viviane dos Reis, deve ser tratado como doença. Já segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV), a cada 45 minutos, um brasileiro tira a própria vida.

A psicóloga Ana Claudia Anacleto explicou que o pensamento suicida é diferente da ideação. Segundo a especialista, o pensamento suicida é um ato de impulso, que tem por objetivo acabar com uma dor que a pessoa está sentindo.

Os motivos que levam alguém a ter esse comportamento são inúmeros, e vão desde problemas financeiros a término de relacionamentos, mas o principal fator é a depressão.

Ana Anacleto defendeu que a pessoa com pensamento suicida necessita de acolhimento. “Dar ouvidos a quem fala que quer se matar, dar importância e acolher o discurso de quem está sofrendo e busque dar atenção e ajuda”, comentou a psicóloga.

Por outro lado, Viviane Reis destacou que uma estrutura familiar sólida, com bom emprego e convívio social são bases positivas que diminuem a probabilidade sobre o pensamento suicida. “Não é regra, mas a probabilidade de quem não tem uma base familiar estruturada pensar em cometer esse ato extremo é maior. Por isso, avaliamos todos esses fatores para diagnosticar caso a caso. No entanto, atualmente, no município, a porcentagem de tentativas de suicídio é bem preocupante”, assinalou a coordenadora, lembrando que o Caps está à disposição da população que precisa de ajuda.

O Caps fica situado na Avenida Rubens Pereira Teixeira 2441 e funciona das 07h30 às 17h00, com atendimento de médico psiquiatra, psicólogo, enfermeiros, assistente social e pedagogo. O atendimento também é feito pelo telefone (43) 3472-1806 ou pelo Disque Vida 188.

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