Agricultor é flagrado com adolescentes em chácara

A Polícia Civil de Ivaiporã abriu inquérito para apurar as circunstâncias em que um agricultor de Ivaiporã foi flagrado em uma chácara, no distrito de Porto Ubá, em Lidianópolis, na companhia de duas adolescentes, uma de 14 anos e outra de 17 anos. O delegado de Ivaiporã, Aldair da Silva Oliveira, informou à reportagem do jornal Paraná Centro que irá indiciar o agricultor, o caseiro que trabalha na propriedade e a filha deste, por fornecimento de bebida alcoólica para menores e favorecimento à exploração sexual.

O delegado relatou que o pai da adolescente de 14 anos acionou o Conselho Tutelar no final da manhã da terça-feira, dia 27 de agosto, após receber a informação que sua filha havia saído da escola na companhia de um homem e teria entrado em uma caminhonete.

As conselheiras se deslocaram até a propriedade, no distrito de Porto Ubá e, para conseguir entrar no local, solicitaram o apoio da Polícia Militar de Lidianópolis. Na chácara, estavam o agricultor de Ivaiporã, as duas adolescentes, o caseiro e a filha dele, com uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, sendo várias latas de cerveja já abertas, um litro de whisky, um litro de vinho e energético. Já na casa do caseiro foram encontradas uma espingarda e várias munições.

Segundo o delegado, ainda no local da abordagem, a adolescente relatou às conselheiras tutelares que os homens teriam oferecido R$ 100 para que elas ficassem nuas. Já a adolescente de 17 anos confirmou que, por várias vezes, ela esteve na chácara para consumir bebidas alcoólicas, fazer festas e também ficar com esse agricultor. “Fornecer bebidas alcoólicas e favorecer a prostituição das menores, mediante a oferta de dinheiro, é crime”, afirmou o delegado.

No depoimento prestado na delegacia, o agricultor negou o envolvimento com o fornecimento de bebidas alcoólicas e com a exploração sexual da menor, e que ele estava no local apenas para comprar peixes. Segundo o delegado, dentro do veículo dele foram encontrados os pertences pessoais da adolescente. O caseiro e sua filha também negaram exploração sexual, mas disseram que a bebida havia sido fornecida pelo agricultor.

A Polícia Civil vai apurar agora, no inquérito policial, a participação de cada um deles e se esse crime foi praticado outras vezes e com outras adolescentes.

Aldair Oliveira explica que o fato não se enquadra em estupro de vulnerável, já que a adolescente tem 14 anos. No entanto, caso fique comprovada a prostituição mediante pagamento financeiro, os indiciados devem responder por exploração sexual de adolescentes.

Comentários