Pitanga realiza monitoramento de Plano Municipal de Educação

Maicol Barbosa destaca importância da educação para formação de todas as profissões

Maicol Barbosa destaca importância da educação para formação de todas as profissões

A Secretaria Municipal de Educação de Pitanga, com o apoio do Conselho Municipal de Educação e do Núcleo Regional de Educação de Pitanga, realizou na sexta-feira, 23 de agosto, no auditório do CEEP (Centro Estadual de Educação Profissionalizante) Miguel Carlos Parolo, a Conferência Municipal de Monitoramento e Avaliação do Plano Municipal de Educação (PME). O evento que teve como tema: “Plano Municipal de Educação na Prática: Mecanismos para Criação de Oportunidades Educacionais”, contou com a participação de representantes da rede municipal de Educação, equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação, Câmara de Vereadores, Núcleo Regional de Educação, Apae, escolas estaduais e particulares, além de instituições de ensino superior e comunidade escolar.

A abertura contou com a presença do prefeito Maicol Barbosa; dos vereadores Eloy Ottoni e Sidinei Heidmann; do secretário municipal de Educação, Alfredo Schavaren; além de representantes do Núcleo Regional de Educação.

Na abertura, o prefeito Maicol Barbosa afirmou que discutir a educação é algo extremamente complexo e que começa na casa das pessoas, segue pela escola até chegar à universidade. “Sou da área da saúde, mas me tornei médico por meio da educação, que ainda precisa se desenvolver no país e, para isso, é importante adequar o plano e tentar alcançar as metas já definidas”, frisou.

O secretário Alfredo Schavaren disse que o Plano Municipal de Educação de Pitanga é composto por 20 metas, com mais de 140 estratégias, que vão desde a educação infantil até a oferta de cursos de pós-graduação. Ele ressalta que, em alguns setores, como a educação infantil e a alfabetização, assim como no ensino técnico e na educação superior, a avaliação é muito positiva, já que várias das metas estipuladas foram alcançadas. No entanto, com relação ao ensino em tempo integral e a educação especial ainda existe um espaço para evolução e algumas das metas precisam ser atingidas.

Na educação integral, apenas o Colégio Estadual Júlia H. de Souza conta com uma turma com 18 alunos do Ensino Médio, que ficam o dia todo na escola. Já na rede municipal, a oferta de atividades o dia todo na escola fica por conta de projetos em contraturno, que também não atingem todos os alunos da rede pública. Alfredo Schavaren aponta dois fatores que dificultam que o município faça a oferta desse tipo de educação. A primeira é relacionada com a dificuldade de infraestrutura das escolas municipais. Existe um planejamento para a construção de uma nova estrutura educacional na Vila Planalto, onde a atual escola seria usada no tempo integral, mas a obra ainda depende de liberação de recursos. Ele também aponta a dificuldade financeira, já que o Governo Federal não dispõe de recursos que ajudem os municípios a custear a educação em tempo integral.

Na educação especial houve um aumento na detecção de casos de autismo e transtornos de déficit de aprendizagem, muito em função da implantação de uma equipe especializada. No entanto, ainda faltam profissionais e estrutura nas escolas regulares para dar continuidade ao atendimento dessas crianças. “Mas a maioria das metas já está sendo atendida pelo município e isso é um fator positivo”, disse o secretário.

A partir de agora, as sugestões que foram apresentadas na conferência serão encaminhadas às equipes técnicas da Secretaria de Educação e assessoria jurídica da prefeitura, que vão fazer uma avaliação se as sugestões estão de acordo com a legislação e, a partir dessa análise, serão elaborados os pareceres para ser enviados à Câmara de Vereadores para possíveis alterações e adaptações no Plano Municipal de Educação.

Professores e equipes técnicas participam da Conferência Municipal

Professores e equipes técnicas participam da Conferência Municipal

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