Secretarias Municipais de Saúde se preparam para vacinação contra sarampo

Lidiane Seixas, Marcele Mareze e Eleane Rother

Lidiane Seixas, Marcele Mareze e Eleane Rother

A 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã está orientando as secretarias municipais de Saúde de toda a região sobre como agir em um possível surto de sarampo, que pode atingir o Paraná. No estado, já foram confirmados dois casos e outros 15 estão sob investigação.

A enfermeira Lidiane Maia Seixas ressalta que a doença estava praticamente eliminada no país, no entanto, em função do surto que ocorreu com a crise da Venezuela, no ano passado, e também pelo vazio vacinal, a doença reapareceu no Brasil, inicialmente no estado de Roraima e foi se alastrando pelo país. Nesse ano, a doença chegou ao estado de São Paulo, onde os casos começaram a se proliferar, e chegou ao Paraná, sendo dois casos já confirmados em Curitiba e outros 15 em observação.

O fenômeno que preocupa as autoridades sanitárias do Brasil é o chamado vazio vacinal, com pessoas adeptas à cultura de não vacinação, que está se propagando no país, influenciadas por mudanças de comportamento e por fake news sobre a vacina.

Lidiane Seixas lembra que com a vacinação a doença foi quase extinta do Brasil, mas que a falta de imunização tem feito com que a doença retorne.

O sarampo tem uma propagação muito rápida, que acontece pelas vias aéreas, que facilita a disseminação da doença. Os principais sintomas são febre alta, acima de 38,5º, tosse, coriza e/ou conjuntivite e, principalmente, manchas vermelhas na pele, que começam na cabeça e se espalham pelo corpo, além de pequenas afecções na boca, semelhantes a aftas. A doença se torna mais perigosa em crianças pequenas, idosos e pessoas com algum problema de imunodepressão. Com o avanço da doença, a Secretaria de Estado da Saúde está realizando a vacinação em crianças com idade entre 6 a 11 meses e reforçando a vacinação em pessoas que ainda não foram imunizadas. Para pessoas com idade até 29 anos serão aplicadas 2 doses e em pessoas entre 30 anos e 49 anos, será aplicada uma dose única. “A orientação é que o paciente leve a carteirinha de vacinação até a unidade básica de saúde, onde será avaliada a necessidade de vacinação”, informa a enfermeira da Regional de Saúde.

A chefe da Divisão de Vigilância em Saúde, Marcelle Mareze, ressalta que junto com a coordenação de imunização foram orientados os secretários de saúde e equipe técnica do setor de epidemiologia, hospitais, unidades básicas de saúde, clínicas para que assim que os principais sintomas da doença forem detectados, as pessoas sejam encaminhadas ao tratamento adequado. Outra orientação importante é o isolamento do paciente, que não deve receber nenhum tipo de visita, pois a doença é de rápida proliferação. “Acreditamos que se a população voltar a se vacinar, provavelmente o sarampo voltará a regredir”, disse Marcele.

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