Delegado conclui inquérito sobre homicídio em Jardim Alegre

Wellington Torres foi assassinado no dia 4 de agosto

Wellington Torres foi assassinado no dia 4 de agosto

O delegado da Polícia Civil de Ivaiporã, Aldair da Silva Oliveira, finalizou o inquérito policial que apura a morte de Wellington Torres, morador no município de Jardim Alegre, no dia 4 de agosto, após uma confusão próxima a um bar, na Rua Projetada.

Após a apuração e mesmo com dificuldade de ouvir as testemunhas do ocorrido, o delegado decidiu pelo indiciamento do principal suspeito do crime, Edivaldo Pedro da Silva, Dodô, pelo crime de homicídio doloso, quando existe intenção de matar, e com duas qualificadoras, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa da vítima.

O suspeito foi preso no mesmo dia do crime, mas, inicialmente, foi indiciado por lesão corporal seguida de morte. “Isso ocorreu pela falta de elementos até aquele momento e também pelo prazo curto de 24 horas para fazer a comunicação do crime à justiça”, disse Aldair.

O delegado conseguiu a prisão preventiva e teve dez dias para concluir o inquérito policial. Uma das dificuldades desse caso foi ouvir as testemunhas, já que a grande maioria negou que estivesse no local ou tivesse visto algo. “Analisando os depoimentos testemunhais e o laudo das lesões, entre outros elementos, concluímos que as alegações do investigado não tinham fundamentação”, disse o delegado.

Em depoimento, o suspeito disse que havia atirado uma lata de cerveja na cabeça de Wellington Torres, que caiu, bateu a cabeça no chão e sofreu um traumatismo. “Conseguimos desconstituir essa tese, pois o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou múltiplas lesões no rosto, ombros, braços, dedos e ferimento fatal na região temporal; e os ferimentos nos dedos significam que, mesmo que minimamente, ele tentou levar as mãos à frente do rosto, tentando se defender da agressão”, afirma o delegado.

A Polícia Civil também trabalha a hipótese de tentativa de obstrução do trabalho de investigação por parte dos familiares do suspeito, que teriam certa influência junto aos moradores daquela região. Segundo o delegado, mesmo com um número considerável de pessoas no local, foi necessário que a família da vítima fosse até o local do crime e o levasse para atendimento médico. “A partir de agora, se outros elementos surgirem, não impede que continuemos as investigações para apurar se houve a participação de outras pessoas nessa empreitada”, frisa.

Aldair Oliveira comenta que vai pedir à justiça que ele continue detido para responder a todo o processo. Ele lembrou também que nos últimos 10 dias houve um trabalho de dedicação da Polícia Civil na elucidação desses fatos e que, apesar de ter ocorrido dois homicídios de difícil elucidação, eles foram solucionados com os supostos autores identificados e já indiciados.

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